Kroton avalia joint venture com banco

A Kroton deve firmar até o fim do ano uma joint venture com uma instituição financeira para oferecer linha de crédito de longo prazo para seus alunos. "O que já está definido é que essa linha de crédito terá capital de terceiros, com funding de uma instituição bancária, e que deverá ser uma joint venture com participação da Kroton, ao molde de parcerias que já aconteceram entre instituições bancárias e o varejo brasileiro", disse o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo.

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2015 | 02h04

Neste momento, a Kroton avalia dois modelos de negócio e eventuais parceiros. Em um deles, a nova empresa de crédito teria um CNPJ próprio e seria totalmente independente da instituição financeira e da Kroton. No outro, seria o que se chama de "joint venture virtual", que funcionaria de forma independente, mas teria seu balanço consolidado ao do banco parceiro. A meta da Kroton é que o projeto esteja em operação a tempo de conceder crédito aos alunos no segundo semestre letivo de 2016. "Estamos tentando fechar para o primeiro semestre do ano que vem", disse o executivo.

Para mitigar o impacto no curto prazo da redução da oferta de crédito do Fies e evitar a perda de alunos, a Kroton ofereceu uma linha de crédito com capital próprio para os estudantes de graduação presencial para o primeiro e segundo semestre deste ano.

Uma das maiores consolidadoras do setor de educação, a Kroton espera finalizar a venda da Uniasselvi até julho. A empresa recebeu várias propostas pelo ativo, boa parte de estrangeiros. A Kroton está sendo obrigada a se desfazer desse ativo por conta de sua fusão com a Anhanguera, por exigência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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