Paulo Whitaker/Reuters - 23/5/2013
Paulo Whitaker/Reuters - 23/5/2013

Kroton faz aquisição e cria holding de ensino básico

Companhia de ensino superior quer ganhar espaço na área, que movimenta R$ 45 bilhões por ano

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 05h00

A Kroton anunciou ontem a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, em Vitória (ES) – a primeira aquisição do grupo em educação básica. O valor da transação não foi divulgada. Rodrigo Galindo, presidente da companhia de ensino superior, disse que o grupo quer fechar mais dois negócios neste segmento em breve. Para reforçar a estratégia nessa área, a gigante da educação criou a holding Saber para atuar no setor.

Galindo explicou que esta holding terá autonomia operacional, financeira e pedagógica em relação às operações da companhia no ensino superior.

A Kroton busca ganhar espaço em um mercado que movimenta cerca de R$ 45 bilhões por ano. São 8,8 milhões de estudantes em escolas privadas na educação básica, dos quais 1,4 milhão estão em colégios de alto poder aquisitivo, com mensalidades na faixa de R$ 1.250 – setor chamado de “premium”, foco da Kroton, disse Galindo.

++Kroton tem lucro líquido de R$ 390,6 milhões no quarto trimestre de 2017, queda de 55,1%

“Só o segmento premium tem R$ 25 bilhões de receita anual e mais R$ 20 bilhões de receita com contraturno (atividades complementares da grade curricular)”, afirmou. Dessa forma, a faixa premium concentra 21% do total de estudantes do ensino privado do País, mas detém 44% da receita do setor.

Superior. O executivo disse que será mantida a estratégia já em andamento para o nível superior, baseada em integração e padronização das faculdades para manter o modelo voltado para qualidade e escala. No ano passado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barrou a fusão com a Estácio.

++Estácio tem prejuízo de R$ 12,8 milhões no quarto trimestre de 2017

Já no ensino básico, a estratégia será de comprar escolas de alta reputação e qualidade, mantendo os projetos pedagógicos e as pessoas para o desenvolvimento de mais unidades. “Queremos que elas sejam capazes de gerar três ou quatro ‘greenfields’ (construção) das regiões de influência da marca”, disse.

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