Krueger pede "clareza" aos candidatos

A vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, disse, nesta quarta-feira, a empresários paulistas, em reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que a volatilidade no mercado interno e o risco Brasil poderiam ser muito atenuados se os candidatos à Presidência fossem mais claros em suas propostas econômicas. Segundo Luiz Fernando Furlan, presidente da Sadia e 2º vice-presidente da Fiesp, não se discutiram compromissos com o FMI no encontro.De acordo com Furlan, Anne Krueger ouviu dos empresários as impressões deles a respeito dos dois candidatos que já participaram de debates na entidade - Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes, da Frente Trabalhista (PPS/PDT/PTB) - e foi informada de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB) também vão dialogar com os industriais. "Ela espera que o diálogo entre o setor privado e os candidatos contribua para a comunicação de propostas mais claras, que ajudem a diminuir a volatilidade brasileira", relatou Furlan.Divórcio é grande entre risco e realidadeO grande esforço do Brasil neste momento, segundo a número dois do FMI, é aproximar a economia real da percepção de risco Brasil, que ela admitiu ser muito elevada. Os empresários presentes à reunião reiteraram que a economia "vai bem e funciona". De acordo com Furlan, Anne Krueger revelou ter a mesma percepção.Na avaliação de Anne Krueger, se o Brasil alcançar a aproximação defendida por ela, o período de volatilidade passará. Ela deu a entender, segundo Furlan, que a distância entre o risco e a realidade é muito grande.Carlos Roberto Liboni, 1º vice-presidente da Fiesp, disse que os empresários asseguraram a Anne Krueger que confiam em que a solidez das instituições brasileiras garanta a continuidade das políticas.

Agencia Estado,

24 de julho de 2002 | 18h32

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