Kruger confia que sucessor de FHC manterá o acordo com o FMI

A primeira diretora gerente do FMI, Annie Kruger, negou hoje que o novo acordo com o Brasil não tenha produzido um efeito benéfico. Ela manifestou confiança de que o presidente que o Brasil elegerá no mês que vem manterá as políticas macroeconômicas do atual governo, que serviram de base para o novo acordo. "O programa está baseado no fato de que as políticas macroeconômicas do Brasil são sensatas, e que o futuro presidente desejará continuar com este programa?.Kruger explicou que o programa deu às autoridades brasileiras mais recursos para apoiar a atividade econômica e evitar um maior aperto, e ressaltou que a maior parte dos empréstimos é para desembolso em 2003. "Se o presidente eleito não quiser continuar com as políticas, o que nós consideramos improvável, ele vai nos mostrar isto no início do jogo, e o empréstimo não terá o menor significado", afirmou. Ela refutou a informação de que o programa não tenha tido um impacto positivo, lembrando que ele ajudou a estabilizar a taxa de juros internacional do País, que chegou a 2.800 acima da taxa básica inglesa e hoje está em 1.700; e ajudou a estabilizar a taxa de câmbio. Ela disse também que a política macroeconômica do Brasil é favorável, mas ressaltou que, se as taxas de juros continuarem, seria necessário um maior aperto na política econômica. ?O que vimos, porém, foi os mercados reagirem às incertezas produzidas pela campanha eleitoral. Tão logo isso se resolva, nós veremos uma retomada de taxas mais normais de juros reais. O objetivo do programa é permitir ao Brasil atravessar este período difícil período de incerteza", explicou o Kruger.

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