Krugman não crê que câmbio seja um problema

Ao contrário do que declarou há cerca de um ano, o Prêmio Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, não acredita que a valorização do câmbio hoje seja um problema para a economia do Brasil. "Se o déficit de transações correntes atingir 3% a 4% do PIB, tudo bem. O quadro fica preocupante quando esse indicador fica bem maior, algo perto de 6% a 7% do PIB." Perguntado pela Agência Estado o que o fez mudar de opinião, respondeu com certa ironia: "É que naquela época eu não estava suficientemente pessimista sobre a economia mundial como estou hoje".

Ricardo Leopoldo, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

Em palestra ontem, em São Paulo, Krugman disse que a valorização cambial seria nefasta para a economia brasileira se estivesse enquadrada em um dos três cenários: altíssimo endividamento do governo e de empresas em dólares; o que qualificou como "armadilha de liquidez para exportações"; e o ingresso muito grande de recursos internacionais que propiciasse uma onda de investimentos em ativos, como imóveis.

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