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Kuroda pede a bancos que concedam mais empréstimos

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, apelou neste domingo aos bancos comerciais com posição sólida de capital que sejam mais agressivos na concessão de empréstimos, algo que o banco central japonês considera ser essencial para fazer a economia se livrar do problema da deflação.

Agencia Estado

26 de maio de 2013 | 11h25

"O processo para superar a deflação é também o processo para o sistema financeiro recuperar seu vigor", disse Kuroda, durante encontro de acadêmicos em Tóquio.

O BoJ considera a migração dos fundos de instituições financeiras dos bônus do governo para investimentos mais arriscados, como ações e ativos estrangeiros, inclusive para o crédito, como uma das metas das inéditas medidas de relaxamento monetário adotadas em abril.

Essa migração, chamada de "efeito de reequilíbrio de portfólio", é um dos três objetivos que o BoJ espera atingir. As outras metas são uma forte pressão para baixo das taxas de juros e um aumento nas expectativas de que o país alcançará uma taxa de inflação de 2% em dois anos.

Ao contrário do fim da década de 1990, quando os bancos japoneses estavam sobrecarregados com um enorme volume de empréstimos inadimplentes, Kuroda disse que as instituições têm hoje condições adequadas de capital para expandir o crédito e estão mais resistentes a choques externos, como elevações de juros.

Os dados mais recentes do BoJ mostram que os empréstimos bancários no Japão cresceram 2,1% em abril ante um ano antes, o maior ganho porcentual desde julho de 2009.

O comentário de Kuroda veio num momento de turbulência no mercado japonês de bônus, que na semana passada viu o yield (retorno ao investidor) do JGB de dez anos subir para 1%, o maior nível em mais de um ano.

Após a última reunião de política monetária do BoJ, na quarta-feira, Kuroda prometeu conduzir operações de mercado de maneira flexível para evitar a alta das taxas de juros de longo prazo, que é inconsistente com as perspectivas de crescimento e inflação. As informações são da Dow Jones.

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