Kuwait e Arábia Saudita fazem intervenções em bancos

Governo do Kuwait suspendeui negociações com ações de um banco que registrava perdas em derivativos

Associated Press,

26 Outubro 2008 | 14h33

O Banco Central do Kuwait interveio no mercado para sustentar um dos maiores bancos do país neste domingo, 26, e informou que está considerando a possibilidade de garantir os depósitos feitos nos bancos nacionais, no primeiro sinal de que a crise financeira global está atingindo a região rica em petróleo do Golfo Pérsico.   Japão aumentará oferta de ajuda para bancos com problemas  Ásia e Europa atingem consenso sobre crise e enaltecem FMI   Na Arábia Saudita, enquanto isso, o governo informou que depositaria US$ 2,7 bilhões no Banco de Crédito Saudita para ajudar cidadãos de baixa renda a lidar com dificuldades financeiras.   As duas decisões ocorrem um dia após os ministros de economia do Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne seis nações, terem realizado uma reunião emergencial para reafirmar que os bancos da região não sofrem com problemas de liquidez.   A decisão do Kuwait, de deter as negociações com ações do Gulf Bank, enviou ondas de choque pela bolsa de valores do país, que fechou em queda de quase 3,5%, atingindo uma queda acumulada, no ano, de mais de 19%.   "A interrupção das ações do Gulf Bank espalhou pânico na bolsa hoje, porque o governo vinha dizendo que os bancos estavam a salvo (da crise financeira global)", disse o investidor Ahmed al-Fadhli.   A ordem do Banco Central disse que a suspensão das negociações duraria até que terminasse uma investigação sobre os derivativos que poderiam estar causando as perdas da instituição. Uma autoridade que pediu para não ser identificada disse que o banco acumula prejuízos da ordem de US$ 749 milhões.   A bolsa de valores de Omã caiu 8,29%, e a do Catar, quase 9%. O índice Tadawul, do mercado saudita, registrava queda de 3,06%, um dia depois de cair mais de 8%. Os domingos são dias úteis nos países árabes, que costumam observar a folga semanal na sexta-feira.   As autoridades da região vêm repetindo que seus mercados não estão expostos ao tipo de "dívida tóxica" que provocou perdas maciças nos EUA e em outros mercados mundiais.

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