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La Niña provoca estiagem que afeta cinturão de soja na Argentina

O clima seco provocado pela persistência do fenômeno climático La Niña em algumas regiões produtoras de soja na Argentina está atrasando o plantio e afetando o desenvolvimento da oleaginosa, disse o governo em relatório.

REUTERS

27 de dezembro de 2010 | 15h42

A Argentina é o terceiro maior exportador de soja do mundo e o governo projetou a área em 2010/11 em 18,7 milhões de hectares, ligeiramente acima do registrado na safra anterior, apesar de alguns produtores optarem pelo milho em vez da soja. As duas culturas disputam área na Argentina.

O La Niña vem deixando o clima seco no país nas áreas produtoras desde outubro, tornando o plantio mais lento e levando analistas a reduzir suas projeções para o país.

"Na última semana a oleaginosa cresceu em ritmo mais lento em Bragado (província ao centro-norte de Buenos Aires), devido principalmente à falta de umidade no solo", disse o ministério da Agricultura no relatório semana, divulgado na sexta-feira.

Até quinta-feira, 77 por cento da área estimada com soja foi semeada, aumento de 5 pontos na semana, mas também 5 pontos abaixo da mesma data da semana anterior.

O ministro da Agricultura, Julian Dominguez, projetou a safra de soja 2010/11 na Argentina em 52 milhões de toneladas, igual à estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Esta marca ficaria ligeiramente abaixo do recorde de 52,7 milhões de toneladas do país.

MILHO E TRIGO

O clima seco também afetou a safra de milho 2010/11 na Argentina. Ainda que as lavouras estejam em boa condição, o relatório indica que as plantas serão afetadas se não chover em breve, porque a cultura está entrando na fase mais crítica de desenvolvimento, no período de florada.

Até a última quinta-feira, haviam sido semeados 85 por cento dos 4,04 milhões de hectares estimados para esta temporada.

A Argentina, o segundo maior fornecedor global de milho, atrás dos Estados Unidos, colheu 22,7 milhões de toneladas na última safra e estima uma produção recorde de 26 milhões de toneladas nesta temporada.

O USDA estima a safra argentina de milho em 25 milhões de toneladas em 2010/11.

Os produtores argentinos colheram 62 por cento das lavouras de trigo até quinta-feira, um avanço de 14 pontos percentuais sobre a semana anterior e 5 pontos à frente do registrado na mesma data do ano passado. A safra argentina é estimada em 13 milhões de toneladas, um incremento de quase 73 por cento sobre a safra anterior, que foi severamente atingida pela seca.

(Reportagem de Maximiliano Rizzi)

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