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Laboratório rejeita culpa em caso de aftosa no Reino Unido

Investigado pelo governo, Merial Animal Health divulga ter completa confiança em suas práticas de segurança

KATE KELLAND, REUTERS

08 de agosto de 2007 | 10h26

Um laboratório de pesquisa investigado por causa de um foco de febre aftosa no sul do Reino Unido disse na quarta-feira ter completa confiança nas suas práticas de segurança.Inspetores do governo apontam uma "forte probabilidade" de que a doença tenha vindo dos laboratórios de Surrey, perto de fazendas onde animais adoeceram, provocando o abate do gado e restrições internacionais à carne, leite e derivados produzidos no Reino Unido.Um relatório preliminar sobre o surto, confirmado há cinco dias, disse haver uma real possibilidade de que o "movimento humano" nos laboratórios tenha alguma relação. O Instituto de Saúde Animal (do governo) e o laboratório Merial Animal Health (que pertence às empresas Merck e Sanofi-Aventis) ocupam o mesmo local em Pirbright, a cerca de oito quilômetros das fazendas afetadas.O Merial disse que, após vários dias de investigações, "não foi possível estabelecer qualquer evidência de que o vírus possa ter sido transportado para fora do nosso centro por humanos".Ambos os laboratórios pesquisam a febre aftosa e desenvolvem vacinas. Eles manuseiam a mesmíssima cepa do vírus - isolada por cientistas britânicos há 40 anos, e hoje raramente encontrada - que atingiu o rebanho.O investigador Paul Logan disse que na quarta-feira será concluída a investigação da rede de drenagem do laboratório Merial, possível forma de transmissão da doença."Todos os envolvidos nesta investigação entendem que este relatório é parte de um processo em andamento, e que o surto está causando dificuldades aos pecuaristas", disse o Merial, salientando seu compromisso em achar a fonte da contaminação.As exportações de carne do Reino Unido atingem mais de US$ 1 bilhão por ano, e o surgimento da aftosa desperta preocupações de que se repita uma crise como a de 2001, quando a doença devastou o setor e provocou prejuízos de US$ 17 bilhões no país.Embora não tenham acusado diretamente os laboratórios, os investigadores praticamente descartaram a possibilidade de que o vírus tenha se espalhado pelo ar, a forma mais comum.Falando pela TV após a divulgação desse relatório, o primeiro-ministro Gordon Brown citou a possibilidade de que o sistema de drenagem em algum dos laboratórios tenha tido participação.O Merial rejeitou tal hipótese. "Desejamos esclarecer que a Merial não libera água do local compartilhado de Pirbright. Garantimos que a água que usamos na nossa produção de vírus é tratada, e nós então a transferimos para o Instituto de Saúde Animal, que a trata mais e a libera."

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