Laboratórios argentinos tentam mudar imagem

Os laboratórios e distribuidores de medicamentos na Argentina vieram a público neste domingo para tentar melhorar sua imagem, bastante negativa no momento, por conta da acusação de usuários de que faltam remédios nas farmácias e, quando há, os preços estão mais altos. Os proprietários de farmácias acusam os laboratórios de ter aumentado os preços, na média em 30%, obrigando-os a repassar o reajuste ao consumidor final. Mas, com uma série de anúncios publicados na edição dominical dos principais jornais argentinos, os laboratórios negam estar elevando preços ou segurando os produtos. Até agora, desde que a desvalorização do peso passou a ser uma realidade, o setor tem sido o grande vilão na Argentina. As TVs repetem exaustivamenteimagens e depoimentos de pessoas idosas ou doentes nas portas das farmácias, desesperadas porque não encontram seus medicamentos ou porque os preçossubiram abusivamente. A insulina, vital para diabéticos, tem sido o melhor exemplo. Preocupados com a repercussão negativa junto à população, os fabricantes e distribuidores querem se eximiram de culpa, a julgar pelos anúncios publicados hoje. Ontem, lideranças da área farmacêutica se encontraram com o presidente Eduardo Duhalde, a pedido do próprio líder argentino, que teme a explosão dos preços no país."Ante as versões difundidas em diferentes meios sobre a falta de medicamentos, desejamos esclarecer que estamos abastecendo o mercado com atotalidade dos produtos sem modificações de seus preços e que continuamos, da mesma forma e com normalidade, atendendo as necessidades dosclientes", publicou a Farmanet, distribuidora que dos laboratórios Alcon, Bayer, Boehringer Ingelheim, Byk, Casasco, Disprovent, Elisium,Gador, Galderma, Labinca, Plumbland, NAF, Novartis, Organon e Stiefel.Os Laboratórios Beta, único produtor nacional de insulina, dirigindo-se à classe médica, comunicou, em anúncio de um terço de página, que o abastecimento de insulina é normal. A Novartis Argentina também contesta as informações difundidas pela imprensa e afirma que está cumprindo com todas as suas obrigações comerciais e que não elevou os preços. Para colaborar comos pacientes, colocou à disposição dos argentinos um telefone de atendimento, 0800 444 3377.A Sociedade Argentina de Diabetes, também em informe publicitário, comunicou que contatou os laboratórios provedores de insulina Aventis Pharma ; laboratórios Beta; Eli Lilly ; Nordisk Pharma, e foi informada que produção e o estoque são suficientes para cobrir as necessidades dapopulação diabética.Leia o especial

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