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Lafer acha que vitória dos republicanos nos EUA facilita criação da Alca

A vitória do Partido Republicano nas eleições legislativas nos Estados Unidos poderá facilitar as negociações comerciais para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e na Organização Mundial do Comércio (OMC). A avaliação é do ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, que esteve hoje em Genebra para reuniões na OMC. Na avaliação do chanceler, com a maioria no Senado e na Câmara, o presidente George W. Bush terá o poder de executar suas políticas sem enfrentar grandes obstáculos.Segundo o Itamaraty, as políticas comerciais norte-americanas estão apontando para a liberalização dos mercados, apesar de sempre terem como objetivo atender os seus interesses. Mas o Itamaraty e mesmo produtores brasileiros ressaltam que, em alguns pontos, como a agricultura, os interesses brasileiros e norte-americanos não estariam tão distantes. "Os Estados Unidos deram indicações de que podem estar indo na mesma direção que gostaríamos na abertura dos mercados agrícolas", afirmou Lafer. Ele lembra que, se no campo militar a Casa Branca está adotando uma postura de força, no setor comercial ainda está tentando negociar dentro dos acordos internacionais. Apesar do relativo otimismo em relação aos Estados Unidos, Lafer aponta que a falta de ação dos europeus nos temas agrícolas na OMC é uma fonte de preocupação para o Brasil. Segundo ele, Bruxelas ainda não deu um passo para reformar o sistema de subsídios à agricultura, o que poderá comprometer as negociações na OMC. "Ao não tomar iniciativas, a UE permite que outros países protecionistas, como o Japão e Coréia, continuem sem tocar na questão agrícola", disse. Para piorar ainda mais o cenário, um acordo fechado entre os países europeus, há uma semana, estabelece que os subsídios somente serão revistos em 2006. "Isso nos preocupa", afirmou o chanceler. "Se o tema agrícola não avançar, outros setores de interesse dos europeus, como serviços e bens manufaturados, também não avançarão", disse Lafer. Outro problema enfrentado pelos europeus é a ampliação do bloco para o leste. Lafer reconhece que a inclusão de novos países afetaria o acesso dos produtos agrícolas do Brasil ao mercado europeu. Os exportadores nacionais teriam que competir com produtores de peso significativo, como os da Polônia e da Hungria, que teriam livre acesso ao mercado europeu.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 17h48

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