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Lagarde, do FMI, diz que default argentino não deve abalar mercados

Um possível calote da Argentina não deve gerar repercussões amplas no mercado, dado o relativo isolamento do país do sistema financeiro, disse nesta terça-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde.

REUTERS

29 de julho de 2014 | 14h59

O país latino-americano pode enfrentar seu segundo default neste século caso fracassem as negociações de último minuto em Nova York com os credores que não participaram da reestruturação de sua dívida soberana.

"Embora um default seja sempre lastimável, não acreditamos que teria consequências significativas importantes no resto do mundo", disse Lagarde a jornalistas, ecoando a percepção disseminada de que qualquer default muito provavelmente não abalaria os mercados emergentes em todo o mundo.

"O resultado das decisões legais que estão sendo tomadas em Nova York neste momento... tem significância muito mais ampla", acrescentou Lagarde. "Os princípios de reestruturação e a eficácia das cláusulas de ação coletiva terão de ser revisadas."

O FMI disse que uma decisão a favor dos credores da dívida não reestruturada da Argentina poderia tornar mais fácil a investidores em títulos soberanos resistir no evento de uma reestruturação para obter um retorno maior.

O FMI está atualmente trabalhando em um artigo, que deve ser divulgado em setembro, que analisa as regras em torno de cláusulas de ação coletiva, que permitem que a maioria dos investidores obrigue a todos aceitar uma reestruturação.

(Reportagem de Anna Yukhananov)

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