Presidencia Argentina
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Lagarde encontra Macri e prevê recuperação do PIB da Argentina em 2019

A retomada deve ser estimulada pelo aumento da confiança dos agentes, pela queda da inflação e do custo do capital, além da aceleração das exportações

Altamiro Silva Junior, enviado especial, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2018 | 12h47

BUENOS AIRES - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, encontrou o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e disse estar confiante na "recuperação gradual" da economia do país em 2019 e 2020. A retomada deve ser estimulada pelo aumento da confiança dos agentes, pela queda da inflação e do custo do capital, além da aceleração das exportações.

Lagarde está na Argentina para participar da reunião ministerial do G20, que começou neste sábado. A dirigente do FMI se reuniu ontem e hoje, além de Macri, também com o presidente do Banco Central da Argentina, Luis Caputo, que assumiu o cargo recentemente, após a renúncia do presidente anterior, e com o ministro das Finanças, Nicolas Dujovne.

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"As autoridades argentinas estão implementando reformas decisivas, que têm o apoio da comunidade internacional e do FMI", afirma comunicado divulgado neste sábado pela instituição sobre as reuniões em Buenos Aires. Em meio a uma crise cambial, e queda das reservas internacionais, a Argentina teve que recorrer ao FMI, pedindo um empréstimo de US$ 50 bilhões.

No comunicado, Lagarde ressalta que as medidas em prática na Argentina devem estimular a confiança dos agentes, além de resolverem vulnerabilidades há muito presentes no país. "O governo tem mostrado até agora forte compromisso em implementar as medidas", ressalta o texto. Como contrapartida para a liberação dos recursos, o FMI exigiu um ajuste fiscal na Argentina, com cortes de gastos públicos. Como resultado, o socorro do FMI foi recebido com protesto em Buenos Aires.

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"Estas e outras medidas vão ajudar o desempenho da economia daqui para a frente. Esperamos que o crescimento se estabilize no último trimestre de 2018 e vemos uma recuperação gradual em 2019 e 2020", conclui o comunicado.

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