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Lagarde: FMI deve ter papel proativo e caráter universal

A ministra das Finanças da França e candidata ao cargo de diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu hoje que o organismo deve ter a missão de monitoramento e vigilância dos modelos macroeconômicos, das políticas sociais e de geração de emprego e das questões financeiras de todos os países membros. "O fundo tem uma missão de monitoramento e observação que deve ter caráter universal. Esse monitoramento de vigilância do FMI deve ser aplicado em todos os países envolvidos", afirmou em entrevista à imprensa no início desta noite, após ter sido recebida, ao longo do dia, pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ela disse que o FMI deve ter um papel proativo.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

30 de maio de 2011 | 19h11

Lagarde afirmou também que, se eleita, irá zelar para que todos os membros tenham representatividade no Fundo. Ela evitou responder diretamente se o vice-presidente do FMI será um representante da China. "Eu considero que temos que ter representatividade de todos os membros do FMI, inclusive dos emergentes, dentro da direção do FMI", afirmou.

Ela disse estar feliz por ter começado sua campanha no Brasil, um país "importantíssimo não só pelo tamanho do PIB e pela perspectiva futura de desenvolvimento, mas pela atuação que vem tendo no cenário internacional". A ministra disse que compartilha da opinião do Brasil de que o processo de sucessão no Fundo deva ser baseado na abertura, na transparência e no princípio do mérito. "Considerando que o FMI não pertence a ninguém, mas à integralidade dos 187 membros", afirmou.

Ela afirmou que dará prosseguimento às reformas iniciadas pelo ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. "As reformas devem possibilitar a total representatividade dos membros", disse.

Lagarde afirmou que a proposta do Brasil, para que haja um mandato tampão até dezembro de 2012, não foi abordada com as autoridades brasileiras. Lembrou que ela e Mantega concordaram que a questão da nacionalidade não é importante no processo de escolha. Lagarde disse também não esperar que o Brasil manifeste seu apoio a qualquer candidato até o dia 10 de junho, data em que se encerra o lançamento de candidaturas. Além de Lagarde, o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, também está na disputa pela sucessão de Strauss-Kahn.

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