Wilson Pedrosa/AE
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Lagarde relativiza origem europeia e defende diversidade do FMI

Ministra francesa, em campanha no Brasil, destaca a importância da universalidade do Fundo e diz que instituição 'não pertence a ninguém particularmente'  

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado , Agencia Estado

30 de maio de 2011 | 15h59

A ministra das Finanças da França e candidata ao cargo de diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou hoje que o fato de ser francesa, europeia, não pode ser considerado um benefício assim como não deve ser uma falha ou inconveniente para a disputa. "Estou ligada à universalidade do FMI", disse. "O FMI é de um grupo de países, não pertence a ninguém particularmente", acrescentou durante entrevista à imprensa concedida ao lado do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília.

Ela afirmou que existe respeito à diversidade no Fundo, não apenas em relação às origens, mas também ao gênero. O comentário foi feito após receber os cumprimentos de uma jornalista sobre a candidatura feminina. "Todos os países, ao olhar da sua representação no cenário internacional, devem ser observados", afirmou. Para a ministra, o FMI deve estar preparado para mudanças todas as vezes que as circunstâncias econômicas se alterarem.

A candidata disse que escolheu vir ao Brasil como primeiro destino, porque é um dos grandes países emergentes onde as ideias e propostas contam muito no cenário internacional. A campanha prossegue numa turnê que, segundo ela, passará por China, Índia e Oriente Médio. "Posso explicar que minha candidatura está inscrita na corrente de reformas iniciada por Dominique Strauss-Kahn", afirmou.

A ministra salientou que sua candidatura é aberta e transparente e defendeu que a escolha deve ser na base do mérito. Ela disse também que o FMI precisa estar atento ao desenvolvimento econômico de alguns países, sobretudo os do norte da África, para poder apoiar esse processo. A candidata preferiu não fazer comentários a respeito da ajuda financeira à Grécia, alegando que prefere se ater, neste momento, a questões da disputa do comando do FMI.

Lagarde também não quis se comprometer com a proposta do Brasil de discutir na Organização Mundial do Comércio (OMC) os efeitos do câmbio no comércio mundial. No entanto, ela afirmou ser preciso cuidar da volatilidade excessiva do câmbio e trabalhar para que ele seja mais estável e previsível. "O FMI tem que ter uma coordenação melhor, mais troca de informações para garantir a estabilidade e a previsibilidade melhor do câmbio", disse.

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