LAM analisa cenários interno e externo

A LAM trabalha com um modelo de análise de variáveis econômicas que considera, em primeiro lugar, o cenário mundial ao invés de priorizar a evolução das variáveis domésticas e casos particulares, como observações da atratividade de ativos financeiros. O diretor-presidente da empresa, Walter Mundell, acredita que este é o modelo mais adequado porque o Brasil depende muito de atração de poupança estrangeira e qualquer distúrbio dos mercados internacionais afeta muito a economia interna e as aplicações financeiras. Fatores externosEm relação aos fatores externos, a economista-chefe da LAM, Gina Baccelli, prevê um menor crescimento da economia mundial, o que afetaria as políticas econômicas dos países emergentes. Em sua avaliação, as economias do Japão e da Europa não compensarão a queda da atividade norte-americana. Além disso, apesar das apostas num cenário mais otimista, os preços das ações americanas poderão não ter ganhos futuros e ser fortemente corrigidas em meio a um ambiente instável de crescimento menor e rumo incerto dos efeitos da economia sobre os lucros das empresas. Finalmente, um outro fator levado em conta pela empresa é a baixa possibilidade de crises como a da Ásia, ocorrida em 97. "A maioria dos países emergentes adotou um sistema de câmbio flutuante que amortece as pressões externas", diz Mundell. A manutenção do modelo político atual é importante para garantir esse sistema e, desta forma, a sucessão presidencial também acaba gerando expectativas pelos investidores.Situação brasileiraO diretor de estratégia de investimentos da LAM, Paulo de Sá Pereira, vê fatores positivos no cenário econômico nacional. Entre elas, o cumprimento, até agora, das metas fiscais estabelecidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, a inflação está sob controle - apesar da alta projetada para o final do ano e o aumento das tarifas públicas. A situação política aparentemente calma e com perspectivas de melhora da imagem do governo após uma recuperação da atividade econômica também é animadora para o investidor.Desta forma, é na recuperação da atividade interna que o governo tenta compensar a futura queda do crescimento mundial. Pereira também aponta como favorável o fato de a produção interna estar impulsionada com a queda de juros e o aumento da oferta de crédito. Neste contexto, um setor que vem se destacando é o de bens de consumo duráveis, como carros, por exemplo. Um fator que preocupa, mas tende a se intensificar apenas a longo prazo é o problema da balança comercial. As importações continuarão pressionadas, apesar do crescimento das exportações, por causa da alta do preço do petróleo e da própria recuperação da atividade econômica, já que ela gera maior pressão para a importação de bens de consumo, peças industriais, maquinário, serviços e viagens internacionais. Um menor crescimento mundial no ano que vem prejudicaria o aumento das exportações nos países emergentes, e o preço das commodities, atualmente baixos, também não deverá se recuperar em 2001.Veja em matéria a seguir a política de investimentos do Lloyds Asset Management para o médio prazo.

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