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Lampreia diz que acordos Alca e UE-Mercosul não acontecerão no curto prazo

Se o cenário para um acordo amplo no âmbito da OMC é pessimista para os próximos dos anos, as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e para o acordo União Européia (UE)-Mercosul dificilmente deverão ser retomadas em um curto prazo.Luiz Felipe Lampreia, embaixador e ex-ministro das Relações Exteriores, citou que o governo dos Estados Unidos tem problemas junto no Senado local para a aprovação da área de comércio comum entre o Nafta e os países da América Central e Caribe (Cafta). "Os senadores (norte-americanos) mal sabem o que é a América Central. O Estados Unidos sequer conseguem resolver esse problema e não têm o menor interesse de se aprovar a Alca", disse Lampreia."É claro que a atitude obstrucionista do Brasil nas negociações contribuiu", completou. O fator político também foi citado por Lampreia para explicar a estagnação do acordo UE-Mercosul. "Na União Européia há um momento de perplexidade e paralisia, com os governos da França e da Alemanha, dois pilares do bloco, em frangalhos. Esse cenário não muda pelo menos até o próximo ano", concluiu.Na avaliação de Marcos Sawaya Jank, presidente do Icone, as negociações para a criação da Alca e entre UE-Mercosul só serão retomadas após possíveis acordos dentro da OMC. "Portanto, não há o menor sinal de que essas negociações pontuais sejam retomadas", avaliou Jank.

Agencia Estado,

26 de julho de 2005 | 14h56

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