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Lamy diz que acordo de comércio é possível, mas tempo é curto

Em discurso no FMI, diretor-geral da OMC, cita 'progressos muito encorajadores no sentido de concluir Doha

Steven C.Johnson, da Reuters,

20 de outubro de 2007 | 15h17

A formalização de um acordo global de comércio que derrube barreiras e promova o desenvolvimento é "factível", mas o tempo para que isso ocorra está acabando, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, neste sábado.  Em comunicado preparado para a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), Lamy citou "progressos muito encorajadores" no sentido de concluir as negociações da Rodada de Doha da OMC, que vem sendo negociada à aproximadamente seis anos.  "A meu juízo, um acordo é factível - e não apenas qualquer acordo, mas um bom acordo que vai derrubar, significativamente, as barreiras comerciais e atingir os principais objetivos de desenvolvimento", afirmou. Mas o diretor-geral da OMC fez uma ponderação. "Essa não é uma outra parada de exame das negociações. É, provavelmente, nossa última chance para levar essa rodada a uma conclusão de sucesso".  Autoridades dos Estados Unidos e da União Européia acreditam que a Rodada de Doha pode fracassar por conta da posição dos países em desenvolvimento em relação à proposta de corte das tarifas de produtos manufaturados.  Mercados emergentes como o Brasil têm pressionado por cortes mais profundos nos subsídios agrícolas concedidos pelos Estados Unidos e a União Européia.  Para Lamy, o escopo para um acordo final é suficientemente flexível para garantir ganhos a todos os participantes. "Nenhum membro da OMC precisa ter medo de deixar essas negociações como um perdedor", afirmou.  Protestos Grupos de manifestantes se reuniram na noite de sexta-feira, em Washington, para protestar contra o encontro anual do FMI e do Banco Mundial, que começou neste sábado na capital americana. Os manifestantes, pouco mais de 100 pessoas, segundo testemunhas, percorreram um setor de Georgetown, a poucas quadras do local da reunião, carregando cartazes contra o capitalismo. As imagens da TV mostraram muitos manifestantes com os rostos cobertos por lenços e cercados por um forte contingente de policiais. "A situação está resolvida. Não ocorreu nada realmente grave", disse um agente policial. No entanto, houve um momento em que a manifestação pareceu degenerar em violência. Alguns manifestantes mais exaltados começaram a lançar tijolos. Uma mulher ficou ferida na cabeça e as vitrines de pelo menos duas lojas foram destruídas, segundo a rede de televisão Fox News. Georgetown é um setor de restaurantes onde se reúnem os turistas e estudantes da Universidade de Georgetown durante os finais de semana.  (com Efe)

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