Lamy pede ajuda à Índia para alcançar acordo em Doha

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, pediu, nesta quinta-feira, que a Índia contribua para um resultado "benéfico para todos" nas negociações comerciais da Rodada de Doha, durante discurso no Conselho de Pesquisa sobre as Relações Internacionais em Nova Délhi. "A Índia tem muito a ganhar, considerando seu interesse em todo o programa de negociações e o dinamismo de sua economia." "Se a rodada fracassar, os países desenvolvidos pagarão o preço mais alto. As economias pequenas e frágeis, para as quais os processos multilaterais servem de salvaguarda, serão atingidas, mas o maior perdedor será, sem dúvida, a OMC", disse Lamy. Após a recente viagem ao Brasil, o diretor-geral da OMC tenta em sua reunião com os dirigentes da Índia - um dos dois países líderes do G20, junto do Brasil - colocar as bases para que a Rodada de Doha possa ser concluída este ano. Segundo os meios de comunicação indianos, Nova Délhi reiterará nas negociações da OMC a necessidade da reciprocidade não plena em virtude de sua condição de país em vias de desenvolvimento, medidas especiais de salvaguarda e questões de segurança no setor agroalimentar. Comércio Em 2004, a Índia foi o 20º maior exportador do mundo, e como importador ocupou o 11º lugar. Suas exportações cresceram 10% nos últimos dez anos, enquanto em 2004 aumentaram 32%. Em 2005 a alta, de 25%, foi acima da média mundial. No comércio de serviços, a Índia está entre os dez países mais importantes. No início do ano fiscal 2005-2006, o país registrou um aumento de 76% neste tipo de exportação.

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