Lamy pede mais flexibilidade a negociadores de Doha

Os líderes do G20 devem garantir a seus negociadores mais flexibilidade para garantir que eles de fato alcancem um acordo global comercial e concluam a Rodada de Doha, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC).

JONATHAN LYNN, REUTERS

28 de setembro de 2009 | 09h57

As novas garantias dos líderes dadas na cúpula de Pittsburgh de que alcançarão um acordo não foram suficientes, afirmou Pascal Lamy a um fórum da OMC.

"Agora é incumbência deles 'fazer andar as negociações'".

Lamy disse que os líderes do G20 deram seu apoio a um intensivo programa de trabalho nos próximos três meses para acabar com as lacunas remanescentes e então avaliar a possibilidade de fechar um acordo no ano que vem.

Líderes e ministros fizeram uma série de promessas neste ano para concluir a Rodada de Doha em 2010, mas os negociadores estão demonstrando frustração com o fato de seus governos não lhes darem a flexibilidade necessária para alcançar um acordo.

Lamy afirmou que um acordo de Doha, que reduziria os subsídios agrícolas e as tarifas industriais e agrícolas, vai ajudar a lidar com a crise econômica ao garantir uma defesa contra o protecionismo além de ajudar os países em desenvolvimento afetados pela crise.

Segundo ele, de acordo com os acordos atuais da OMC, as tarifas médias poderiam dobrar em relação aos níveis atuais.

"A Rodada de Doha de negociações comerciais vai não apenas abrir novos mercados para exportadores, mas também reduzir parte da margem existente de manobra que pode fazer o mundo andar para trás", disse ele.

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