Tiago Queiroz/Estadão - 16/11/2020
Tiago Queiroz/Estadão - 16/11/2020

Lançamentos de imóveis caem 8% em 2020 na cidade de SP; vendas sobem 4%

Segundo o Secovi-SP, das 60 mil unidades lançadas no município, quase metade foi de residências do Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida

Felipe Laurence, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2021 | 12h21

Em meio à pandemia de covid-19, a cidade de São Paulo viu os lançamentos de imóveis caírem 8% em 2020, para 60 mil unidades, enquanto as vendas subiram 4%, para 51,4 mil unidades, informou o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), nesta quarta-feira, 10.

De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os empreendimentos ligados ao programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida, responderam por 29,4 mil das unidades lançadas no ano passado; imóveis de médio e alto padrão ficaram com 16,6 mil unidades e imóveis de até um dormitório, 14,1 mil. O valor geral de vendas foi de R$ 25,024 bilhões, uma queda de 5% ante 2020, enquanto a velocidade de vendas teve taxa de 11%. 

"É bom notar que a demanda por imóveis de médio e alto padrão é maior que as 16,6 mil unidades lançadas em 2020, mas, em decorrência das questões de restrição envolvendo a pandemia tivemos, uma compressão na procura de interessados", disse Petrucci.

O Secovi destaca que a força dos empreendimentos lançados dentro do programa Casa Verde e Amarela sustentaram o mercado imobiliário na cidade em 2020, respondendo por 49% dos lançamentos totais, com tíquete médio de R$ 200 mil. "O crescimento nos lançamentos foi de 11% no Casa Verde e Amarela e poderia ter sido muito maior não fosse a limitação de recursos e o teto de R$ 240 mil nas unidades aqui em São Paulo", afirmou.

Para 2021, o sindicato prevê alta no volume geral de vendas entre 5% e 10%, repetindo o bom desempenho dos dois últimos anos em unidades lançadas e vendidas. Mas, segundo o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, há uma certa preocupação envolvendo a alta nos preços de insumos de construção, que pode afetar essa estimativa.

"Estamos muito otimistas com o mercado imobiliário de São Paulo, mesmo com essas questões envolvendo a pressão inflacionária nos materiais de construção", disse Jafet. "Se os insumos continuarem nesse ritmo, as construtoras ligadas ao Casa Verde e Amarela podem ter um gargalo muito importante, uma vez que as margens deles já são comprimidas e não podem repassar os custos aos clientes." 

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