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Lance de R$ 19 bilhões foi chamado de ‘irresponsável’

Em 2013, cifra foi comemorada; agora é classificada por técnicos do governo como ‘inviável’ financeiramente

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2016 | 05h00

BRASÍLIA - A concessão do aeroporto do Galeão foi leiloada em novembro de 2013 e o consórcio formado por Odebrecht, Changi e Infraero saiu vencedor ao oferecer um lance de R$ 19 bilhões, um valor 293,91% superior ao preço mínimo fixado pelo governo. Na época, o resultado foi comemorado. Nas últimas semanas, porém, a proposta foi classificada por técnicos do governo de “irresponsável” e inviável, do ponto de vista financeiro.

As declarações mais duras partiram do secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Freitas. Ele citou o Galeão como exemplo de concessão que poderia ser devolvida amigavelmente ao governo – uma hipótese que será regulamentada numa Medida Provisória ainda em elaboração.

Na sua visão, o aeroporto não é capaz de gerar as receitas necessárias para fazer frente aos investimentos e à taxa de outorga. Por isso, ele afirmou que o governo não daria cobertura a bids (lances em leilão) “irresponsáveis.” A afirmação dura, aliada a críticas da nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, à sustentabilidade financeira de algumas concessões, acenderam um sinal amarelo entre os potenciais novos sócios do aeroporto.

O clima tenso foi parcialmente desfeito na semana passada, em uma rodada de conversas em Brasília e no Rio de Janeiro. Um ministro desculpou-se com os executivos do consórcio Rio Galeão pela acusação de irresponsabilidade.

O governo quer decidir o destino do Galeão o quanto antes porque, a partir de janeiro, estarão dadas as condições para a concessão ser retomada por inadimplência. Virando o ano, poderá ser aberto um processo de caducidade da concessão. 

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