Lances on-line dominam 90% dos negócios

A modalidade on-line representa 90% dos leilões de imóveis, afirma o leiloeiro Carlos Alberto Frazão. "É uma tendência irreversível", diz. "O mercado de leilões imobiliários está aquecido e tende a aumentar."

O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2014 | 02h15

O edital deve informar se o imóvel tem financiamento, dívidas, se está habitado e seu estado de conservação. Mas pode haver ação na Justiça, do dono tentando reaver o bem, e o edital ter sido publicado antes disso, explica Marco Aurélio Luz, da associação dos mutuários.

Frazão diz que o leiloeiro publica no edital os dados que lhe são passados. "Casos judiciais têm menos informações. Nos extrajudiciais, há mais dados."

Para Renata Reis, do Procon, o leiloeiro é responsável pelo edital e pode ser responsabilizado judicialmente em caso de induzir alguém a erro de avaliação.

"Não compraria imóvel em leilão judicial. Pode haver penhoras, em diferentes esferas, e não seria possível saber de todas elas antes do leilão", explica Ivanildo Luiz de Pontes.

Ele acompanha esse mercado desde os anos 1970 e criou o Portal Leiloeiros do Brasil. "Arrematar imóveis que abrigaram órgãos públicos é o que tem mais vantagem", diz. "É líquido e certo, sem pendências judiciais, o que vale muito para quem quer investir."

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