Landim pode ficar com poços de Eike

Se OGX não arcar com custos de poços arrematados em leilão, direito passa à petroleira de Rodolfo Landim

MARIANA DURÃO , WELLINGTON BAHNEMANN / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2013 | 02h07

A petroleira Ouro Preto, de Rodolfo Landim, poderá "herdar" dois blocos arrematados pela OGX na 11ª Rodada de Licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Caso a companhia de Eike Batista, desafeto público de Landim, não tenha condições de arcar com os compromissos financeiros assumidos no leilão, o segundo colocado será chamado a assumir, informou ontem a diretora-geral da agência, Magda Chambriard.

Todos os contratos de concessão das áreas leiloadas pela ANP em maio terão de ser assinados no mês que vem. A OGX arrematou 13 blocos. Em seis deles fez a oferta sem parceiros, arcando com 100% do valor.

Em sua estreia em leilões do setor, a Ouro Preto arrematou três blocos. A companhia ficou atrás da OGX em dois blocos marítimos na Bacia de Barreirinhas, no Maranhão, em consórcio formado com a Pacific Brasil Exploração e Produção de Óleo e Gás (60%). Procurado pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, Landim disse preferir aguardar para saber como a ANP irá se comportar no caso.

"Se, como segundo colocado, a Ouro Preto tiver direito de arrematar o bloco pelo preço que colocou, claro que há interesse", disse. "Mas isso é uma hipótese. A OGX tem dito que vai assinar os contratos."

Opções. A diretora-geral da ANP confirmou que está em análise um pedido da OGX para usar o óleo de Tubarão Martelo como garantia para os blocos que adquiriu no 11º leilão. "Estou tranquila e confiante que esse contrato será assinado. Se não for pela empresa vencedora (OGX) será pelo segundo colocado", disse.

Magda esclareceu que a garantia se refere ao programa exploratório mínimo do período e não ao bônus de assinatura. A OGX arrematou sozinha seis blocos na rodada e teria que dispor de mais de R$ 370 milhões para quitar as áreas arrematadas. Para o programa exploratório mínimo, o total empenhado pela petroleira de Eike foi de R$ 699 milhões.

Levantamento feito pelo Broadcast mostra que não houve segundo colocado em dois dos blocos obtidos pela OGX no leilão: o BAR-M-213, também em Barreirinhas, e o POT-M-475, no Ceará. De acordo com a ANP, nesses casos os blocos retornariam para a União e poderiam ser ofertados em uma futura rodada de licitações. / COLABOROU IRANY TEREZA

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