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Langoni aprova medidas econômicas

O ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, classificou de "positivas" as medidas ontem anunciadas pela equipe econômica para debelar o nervosismo no mercado financeiro. Langoni disse que o empréstimo de US$ 10 bilhões do FMI servirá para reduzir em curto prazo a volatilidade dos mercados e diminuir sua contaminação sobre o serviço da dívida interna. "Mas o que mais me agradou não foi este colchão de liquidez, mas principalmente a disposição do governo de apertar a política fiscal e de ampliar o ajuste, sempre que for necessário, para manter sob controle uma relação fundamental na percepção do risco Brasil, que é a relação dívida-PIB", disse em entrevista à Globo News.Em sua opinião, contudo, o nervosismo no mercado "foi alavancado por essa percepção de instabilidade que poderá ser conseqüência do processo político". Ele destacou que a equipe econômica preferiu não elevar o compulsório dos bancos e não mexer na taxa de juros, concentrando-se em mostrar que tem recursos para intervir no mercado de câmbio quando for necessário. E, com relação ao que poderá acontecer daqui para a frente, assinalou que tudo vai depender de outros elementos. "Eu gostaria, por exemplo, da constituição de uma âncora institucional, com a aprovação, ainda este ano pelo Congresso, de um Banco Central independente, a constituição de uma diretoria de transição, já com a participação de pessoas ligadas ao novo (futuro) presidente da República." Para Langoni, esses elementos institucionais poderiam garantir a continuidade da política macroeconômica de curto prazo e seriam muito mais importante s para reduzir a especulação do que simples anúncio de potencial intervenção no mercado. "Questões como juros, câmbio, política fiscal não deveriam fazer parte do debate político. Se nós construirmos um mecanismo institucional - e está aí o grande exemplo do Banco Central europeu independente - que assegurasse a continuidade e uma transição política tranqüila e madura, preservando a arquitetura macroeconômica e a atualidade da sua gestão, a solução está aí."

Agencia Estado,

14 de junho de 2002 | 07h59

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