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Langoni elogia alta da Selic

O ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni elogiou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a taxa básica de juros em 0,25 ponto: "Foi um pequeno aumento de juros, mas um grande passo na direção da estabilidade", afirmou Langoni, parodiando o astronauta Neil Armstrong, durante o programa Conta Corrente, da Globo News. "A ação do Banco Central foi bastante correta, no momento certo de até corajosa, visando quebrar expectativas inflacionárias que estavam se cristalizando."Carlos Langoni analisou a possibilidade de, como tem sido especulado por parte da imprensa, complementar a alta dos juros com uma elevação do superávit fiscal, a fim de potencializar seus resultados: "Seria extremamente eficiente", sentenciou. Ele disse que a combinação com a política fiscal apertada facilitaria a ação do Banco Central. "Vai exigir uma menor dosagem e aperto monetário para obter o mesmo resultado em termos de queda da inflação." Excesso de arrecadaçãoO ex-presidente concorda com aqueles que gostariam de ver o governo utilizar o chamado "excesso de arrecadação" para diminuir o estoque da dívida. Ele sugeriu a possibilidade de usar esses recursos para constituir um fundo de equalização fiscal: "Poderia ser dirigido para reduzir o endividamento do setor público, ou até mesmo ajudar no controle direto à inflação", propôs. "Mas na prática a agilidade está na política monetária: O BC vai tentar seguir uma política gradualista, ajustar a taxa de juros no patamar mínimo necessário."Combate à inflaçãoPara o economista, o Banco Central deverá prosseguir com o aperto monetário até que ocorra a convergência entre a expectativa de inflação e a meta de 4,5% para 2005. "O que eu achei interessante do noticiário foi a reação do mercado futuro de juros já apresentando uma tendência de queda", frisou Langoni. "Você aperta a política monetária, os juros de curto prazo podem subir, mas se ela for bem executada e se houver credibilidade no compromisso do governo com a estabilidade, os juros de longo prazo começam a cair", justificou. "E é isso o que vai permitir que a economia continue crescendo, que os investimentos continuem acontecendo."

Agencia Estado,

17 de setembro de 2004 | 08h10

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