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Langoni: taxa de juros nos EUA pode cravar a 4% em janeiro

Em sua análise da semana, distribuída somente a clientes, o ex-BC Carlos Langoni pondera que a decisão do Fed de promover um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa básica - mais profundo do que os mercados antecipavam -, além de refletir a gravidade da crise do setor imobiliário, desconsidera o moral hazard. "A questão do ?risco moral?, isto é, o fato de essa flexibilização monetária minimizar o prejuízo de quem assumiu posições especulativas foi colocado em segundo plano", escreve.O Fed, segundo Langoni, deixou claro que poderá aumentar a dosagem de redução dos juros na medida em que a atividade econômica confirme tendência de desaquecimento nos próximos meses. "É razoável estimar que a taxa básica poderá convergir para o patamar de 4% já no início de 2008."Por outro lado, o economista acredita ser ainda cedo para avaliar o efeito compensatório dessa intervenção do Fed. No curto prazo, como seria de esperar, a ação do banco central americano reduz a aversão ao risco, premiando os mercados de ações e economias emergentes em geral. E mais. Ajuda a sustentar o preço das "commodities" e, em alguns casos como no petróleo, alavancar níveis ainda mais elevados.Admite, entretanto, que é difícil avaliar com precisão o impacto sobre a economia real, cuja estabilização só irá ocorrer após a complexa digestão dos desequilíbrios associados ao mercado imobiliário dos Estados Unidos: o preço das residências continua a cair, a inadimplência permanece elevada e o prejuízo com os derivativos desses créditos - distribuídos por uma multiplicidade de fundos de investimentos - ainda não foi plenamente internalizado.Em relação ao Brasil, Langoni acha que a confirmação de aterrissagem suave da economia mundial é crítica para definir o ritmo de crescimento futuro. A perspectiva de redução dos juros externos amplia o espaço para cortes adicionais na taxa Selic por uma razão básica: a retomada do viés de valorização do real, que pode amortecer as pressões inflacionárias associadas ao choque no preço dos alimentos.IMPRESSÃO DIGITALA expectativa é que até o fim do ano se mantenha no Brasil uma certa estabilidade cambial e que os preços administrados tenham uma contribuição neutra nos índices de inflação. Caso isso se concretize, avalia Octavio de Barros, do Bradesco, só o ano de 2008 ajudará a responder algumas perguntas."Uma delas é se não estamos subestimando o avanço da produtividade, motivo pelo qual a demanda doméstica consegue crescer em um ritmo superior a 5% sem gerar pressões inflacionárias, e, portanto, se o PIB potencial brasileiro, sobre o qual não existe consenso, não pode também estar subestimado", aponta. NA FRENTECONSELHÃO 1Na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o empresário Oded Grajew criticou severamente a ANP.Acusa a agência de não fiscalizar o teor de enxofre do óleo diesel e diz que essa omissão mata três mil pessoas por ano na capital paulista e 12 mil em todo o País, por causa da alta emissão de poluentes pelo escapamento de ônibus e caminhões. CONSELHÃO 2E o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, na mesma reunião, informou que, ainda em setembro, a produção de veículos flex chegará a 3 milhões de unidades e que, em 2013, serão 15 milhões. QUATRO PATASForte oscilação ontem com os lotes de boi nos mercados futuros, variação estranha para um dia que não é de vencimento dos papéis futuros de boi. LANCHINHO?A rede de restaurantes Viena está trocando de mãos.A Advent International, maior fundo de private equity da América Latina, vai anunciar nos próximos dias a aquisição de 100% das ações da rede. Com a aquisição, o empresário Roberto Bielawski, fundador do Viena, se concentrará nos restaurantes com a marca Rascal, que ficaram fora da negociação.LANCHINHO 2Este negócio é mais um passo na estratégia de consolidação do setor, que a Advent International vem colocando em prática desde o início do ano quando adquiriu o Grupo RA, que presta serviços de alimentação em aeroportos de SP e MG. O fundo trabalha em mais aquisições no setor de alimentação.EXPOAlessandro Teixeira, presidente da Apex, vai destacar o potencial do Brasil como produtor e consumidor de etanol.Durante a 11ª Reunião Anual Bilateral do Conselho Empresarial Brasil-China, essa semana, em Xiamen, China. ENLATADOSA Sadia está investindo cerca de R$ 35 milhões em sua unidade de Brasília até o final do ano. Trata-se de uma ampliação da sua fábrica local.VERDEDois empreendimentos do Grupo Votorantim recebem, segunda-feira, o Troféu Fritz Müller, da Fundação de Meio Ambiente (Fatma), ligada ao governo de Santa Catarina. Trata-se da Usina Hidrelétrica Campos Novos e da Usina Barra Grande.Pelo Programa de Educação Ambiental.CURTASOs dois lados da moeda: os Impactos Jurídicos das Decisões Econômicas e os Impactos Econômicos das Decisões Jurídicas são os temas do próximo ciclo de debates promovido pelo ETCO, dia 4. No palco, o ministro do STJ Francisco César Asfor Rocha, a presidente do Cade, Elizabeth Farina, e o economista Maílson da Nóbrega. Correção. O que o Grupo Suzano espera para fins de novembro é o closing da operação de venda da petroquímica Suzano para a Petrobrás e não o disclosure dela conforme publicou a coluna.

Sonia Racy, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2022 | 00h00

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