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Lanterninha do ranking no mês, Bovespa já caiu 42,72% no ano

Em novembro, bolsa recuou 1,77% e dólar registrou alta de 7,33%

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2008 | 00h00

O ouro liderou com folga o ranking de investimento em novembro, com valorização de 13,33%. Em seguida, aparece o dólar comercial, com alta de 7,33% no período, e dólar paralelo, 6,17%. O movimento foi típico de um cenário de forte turbulência, em que os investidores correm para aplicações mais seguras, como o dólar e o ouro, e fogem de ativos mais arriscados, como o mercado acionário, explicam especialistas. Exemplo disso foi que o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) ficou na lanterninha do ranking elaborado pelo Estado. Foi o sexto mês consecutivo que o Ibovespa fechou em queda, desta vez de 1,77%, acumulando prejuízo de 42,72% no ano.Segundo o economista da Modal Asset Management, Alexandre Póvoa, o mês de novembro pode ser dividido em duas partes. Na primeira, que durou até o dia 20, o mercado testou novas mínimas no preço dos ativos. Mas, nos últimos dez dias, houve leve recuperação por causa das notícias divulgadas pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama. Os nomes da nova administração aparentemente foram bem recebidas pelo mercado, explicou Póvoa. Além disso, medidas para aliviar a recessão no país também já começaram a ser tomadas. "O humor melhorou um pouco, mas o mercado continuará sendo testado."Para o administrador de investimentos Fabio Colombo não faltaram notícias ruins para contaminar o mercado em novembro. Além dos índices comprovando que as economias mundiais estão entrando em recessão, a delicada situação das montadoras contribuíram para elevar o nível de stress. "Tudo isso ajudou os investidores a correr para os ativos do medo", explicou Colombo, referindo-se ao ouro e ao dólar. Ele explica que a forte alta do ouro em novembro decorreu da alta da cotação no mercado internacional, aliada à valorização do dólar no mercado doméstico. Para Colombo, apesar da turbulência, é um bom momento para o investidor começar a investir no mercado acionário uma pequena parte do patrimônio."As bolsas já caíram muito, talvez tenha fôlego para recuperação. Acredito que 2009 não será tão ruim no mercado acionário como 2008. As bolsas antecipam movimentos."O economista da Modal Asset, porém, acredita que o mercado ainda está perigoso. "Até agora, o mercado tenta mensurar o tamanho do prejuízo para verificar quando as bolsas vão melhorar. Não estamos mais em fase de pânico, mas dificilmente a bolsa terá uma melhora sustentada. Para o longo prazo é um excelente negócio."Ele acredita que, no lado corporativo, as empresas vão limpar os balanços neste fim de ano, o que deve trazer resultados negativos no último trimestre. Isso significa impacto sobre o preço das ações.De qualquer forma, aplicações como os fundos de renda fixa, DI e CDBs continuam uma boa opção para os mais investidores mais conservadores e que precisam do dinheiro no curto prazo.

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