Rodrigo Garrido/Reuters
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Latam demite mais 1 mil pessoas no Chile, Colômbia e Peru

Demissões se somam às 1,4 mil anunciadas em 15 de maio nas subsidiárias desses mesmos países e no Equador

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 02h27

SANTIAGO - A Latam informou nesta sexta-feira que decidiu demitir 1 mil funcionários de suas subsidiárias em Chile, Colômbia e Peru como consequência da grave crise econômica desencadeada pela pandemia do novo coronavírus.

Essas demissões se somam às 1,4 mil anunciadas em 15 de maio nas subsidiárias desses mesmos países e no Equador. Em comunicado, a Latam informou ter tomado a decisão "apesar de seus melhores esforços para proteger empregos durante a crise da Covid-19 que impactou fortemente a companhia aérea e a indústria aérea em todo o mundo".

O CEO da Latam, Roberto Alvo, disse nesta sexta-feira em entrevista à rádio chilena "Cooperativa" que, antes da crise do coronavírus, havia cerca de 42 mil funcionários entre todas as subsidiárias, mas que agora, devido às circunstâncias, só precisa de 5 mil para poder funcionar.

"Infelizmente não posso prometer que não vamos continuar encolhendo a empresa. Estamos forçados a redimensionar, porque vai ser uma indústria menor por muito tempo. A indústria levará de três a quatro anos para se recuperar novamente, muitas pessoas adiarão suas viagens, a situação econômica obviamente afeta", disse Alvo.

A incerteza econômica global gerada pela pandemia e as restrições de viagem impostas por vários governos para conter o avanço do coronavírus, com a consequente queda da demanda, vêm gradualmente abalando a companhia aérea, que nasceu da fusão entre a chilena Lan e a brasileira Tam em 2012.

Antes da pandemia, a Latam operava quase 1.400 voos diários para 145 destinos em 26 países e possuía uma frota de 332 aeronaves, mas agora tem 95% de suas operações suspensas e mantém apenas 39 rotas domésticas no Brasil, 13 no Chile e quatro rotas internacionais.

Esta situação levou a empresa a aproveitar a legislação de falências dos Estados Unidos em 26 de maio para entrar com um pedido de recuperação judicial.

Apesar desta situação, a empresa garante ter o apoio financeiro de seus principais controladores, as famílias Cueto e Amaro e a Qatar Airways, que planejam injetar nela US$ 900 milhões.

Além disso, a Latam também está em conversas com os governos do Brasil, Chile, Colômbia e Peru para tentar outras ajudas.

Em relação a esse aspecto, Alvo disse que "corresponde" e "é justo" rever "um eventual apoio (estatal) à Latam, como fizeram países europeus, países americanos, que perceberam o quanto a indústria aérea era importante para suas economias".

O governo chileno considera a Latam uma "empresa estratégica" para o país, mas não se pronunciou sobre uma possível ajuda. /EFE

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