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Latinos ganham com China e Índia, segundo relatório

Os governos da Ásia têm mais dinheiro para educação e infra-estrutura porque devem menos que os latino-americanos e gastam menos com a previdência, disse nesta segunda-feira a vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, Pamela Cox. Logo, têm mais condições de investir no que gera crescimento. Também o ajuste fiscal forçou a maioria dos latino-americanos a investir menos, segundo o economista-chefe do Bird para a América Latina, Guillermo Perry. Para acumular superávits primários em suas contas, cortaram gastos produtivo, exceto Chile e Colômbia. Mas também o caso brasileiro é diferente, disse Perry: o problema, no Brasil, não é o superávit primário nas contas públicas, mas a composição dos gastos, muito rígida. Foi o mesmo recado transmitido, há poucos dias, pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato.Cox e Perry apresentaram nesta segunda um relatório sobre a resposta da América Latina e do Caribe ao crescimento da China e da Índia. Segundo Perry, a exportação total dos latino-americanos teria sido 10% menor, nos últimos 15 anos, se China e Índia tivessem crescido na média mundial, em vez de avançar muito mais velozmente. Mas os latino-americanos, acrescentou o economista, têm aproveitado o crescimento indiano e chinês menos do que poderiam. Não precisam exportar somente produtos básicos. Indústrias baseadas em recursos naturais têm vantagem competitiva e deveriam explorá-la para abastecer os crescentes mercados da China e da Índia. O crescimento das economias da Ásia, insumos industriais mais baratos ficaram disponíveis para as empresas latino-americanas. Ao mesmo tempo, a demanda em alta naqueles países contribui para elevar os preços dos produtos agrícolas, do aço e de outras commodities.A concorrência dos dois países têm deslocado algumas indústrias latino-americanas - têxteis e de produtos elétricos e eletrônicos, por exemplo -, mas, no conjunto, o resultado é positivo, segundo o economista. Para aproveitar plenamente as oportunidades comerciais, disseram Perry e Cox, os latino-americanos terão de investir mais na formação dos trabalhadores e na infra-estrutura. Esses dois itens são agora as prioridades do Banco Mundial para a região, segundo a vice-presidente para a América Latina. Os latino-americanos continuam sendo os maiores clientes do banco. Receberam no último ano fiscal US$ 5,6 bilhões em financiamentos.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 13h23

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