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Lavagna admite que investidor externo terá perdas

O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, admitiu que haverá perdas para os investidores externos. "Está claro que os investidores vão perder dinheiro", disse Lavagna, durante entrevista excluisva a correspondentes brasileiros em Buenos Aires. Ele explicou que na negociação com o FMI não se fala em recursos para proteger os investidores. O que a Argentina pleiteia é "uma assistência para cumprir seus compromissos multilateriais para evitar o default e ajudar a recuperar o programa de crescimento para o País e, por último, para dar a possibilidade de os credores recuperarem genuinamente parte de seus investimentos". Para explicar sua declaração de que haverá perdas para os investidores, Lavagna argumentou que a "Argentina tem tido uma forte destruição de seu valor, o que atingiu a todos, a população e também os investidores". "Por razões de ordem social, política e econômica, o que estamos tratando de fazer é distribuir essa perda da maneira mais equitativa possível", afirmou.Lavagna disse que, após fechar o acordo com o FMI, o próximo passo será trabalhar para retomar o crescimento, que terá quatro etapas. Uma delas, que é um dos pontos centrais de negociação com o FMI, trata da abertura do pré-financiamento às exportações. O segundo - que, em sua opinião já está acontecendo - é o processo de substituição das importações por produtos da indústria local. O terceiro é o estímulo ao consumo e, o quarto, a retomada de investimentos - que ele afirma que deve ser alcançado em um prazo mais longo. Ele disse que as reservas do país, nas condições atuais, têm fôlego para mais 11 meses e que não há a menor dúvida de que o dólar está supervalorizado. Ele acha que, se conseguir eliminar o coeficiente de insegurança, a moeda norte-americana vai cair. BrasilO ministro também fez um comentário a respeito do Brasil, afirmando acreditar na capacidade do País de evitar uma crise econômica. "Creio que é um erro pensar que o Brasil será a bola da vez", disse Lavagna. O ministro disse que conta com o país vizinho para atuar como uma locomotiva do processo de recuperação argentino. Leia o especial

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