Lavagna aumenta salários para promover consumo

Com a queda do consumo registrada nas últimas semanas, o ministro de Economia, Roberto Lavagna, decidiu aplicar uma parte da reserva de 1,350 bilhão de pesos, resultado da alta da arrecadação fiscal, no aumento de aposentadorias e pagamento de salários atrasados do funcionalismo público. Também determinou o aumento do salário mínimo do setor privado de 300 para 350 pesos, mais 50 pesos de bonificação. Já o aumento para a aposentadoria mínima e pensões é bem menor, passando de 220 para 240 pesos. Lavagna justifica que, com a medida, o governo pretende ?fomentar o consumo como motor da economia e indutor do processo de investimentos". "A rentabilidade, no caso argentino, está ligada ao fato de conseguirmos manter o ritmo de consumo?, explicou.Porém, alguns analistas consideram os aumentos inoportunos, como o economista-chefe da Fundação de Investigações Econômicas Latino-Americanas (Fiel), Juan Luis Bour. Ele não acredita numa retração da atividade econômica a curto prazo, mas afirma que os ?aumentos de salários começarão a impactar negativamente no setor de construção e, com isso, investir será menos atraente?. Bour disse à Agência Estado que o problema maior dos aumentos recai sobre as pequenas empresas. ?As grandes e médias empresas poderão pagar 50 pesos a mais, mas as pequenas não. Por isso, os trabalhadores destas empresas continuarão sendo informais e, portanto, terminarão não recebendo esse aumento?, explicou o economista.

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