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Lavagna busca apoio na Europa para acordo com FMI

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, inicia hoje uma série de viagens à Europa com o objetivo de buscar apoio para destravar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), embora o próprio governo reconheça que o organismo prefere negociar com o próximo presidente, conforme fontes do Ministério de Economia. Lavagna irá à França, Itália, Alemanha, e Espanha, nesta ordem, e terá uma agenda cheia de compromissos com representantes de governo, empresários e credores. O ministro explicará os motivos que levaram à moratória com o Banco Mundial e tentará convencer seus interlocutores de que os indicadores econômicos demonstram que a situação do país está melhor que há cinco meses. Lavagna manterá encontros com as matrizes das empresas concessionárias dos serviços públicos, cuja maioria se encontra na Espanha, de que o país não está em condições políticas e sociais de reajustar as tarifas públicas além do estimado pelo governo, em torno de 10%. E, por último, com os credores, mostrará a "boa vontade" do governo em abrir caminho para renegociar a dívida. Segundo as fontes do Ministério de Economia, o round mais duro para Lavagna será o encontro com as empresas privatizadas que querem aumentos da ordem de 30%, e com a Alemanha, berço do diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, país que tem posição mais inflexível em relação à uma ajuda à Argentina. A obstinação e a firmeza do ministro Roberto Lavagna têm sido destacadas em sua decisão de não ceder em alguns "pedidos" do FMI e mesmo assim tentar negociar com o organismo, apesar das intermináveis reticências de sua diretoria. A estratégia do ministro nestes próximos cinco dias será de mostrar que apesar de ter entrado em moratória com o Banco Mundial, a economia está melhor do que o próprio FMI pensa e do que os analistas externos vêem. O ministro dirá que não há riscos de hiperinflação; o dólar está estável; o Banco Central está recuperando suas reservas, o último dato oficial indicava US$ 9,820 bilhões ante US$ 8,980 bilhões em julho passado. Também mostrará os números da indústria que segundo a estimativa mensal industrial de outubro foi de 2,6% a mais que setembro.O ministro de Economia também mencionará que conseguiu anunciar a abertura do "corralito" para as contas correntes e cadernetas de poupança, medida que segundo ele, não terá impacto no mercado de câmbio e poderá gerar um efeito positivo para aumentar a confiança no sistema financeiro. Roberto Lavagna está convencido de que a Argentina está em condições técnicas de fechar o acordo com o FMI e que o que falta é uma vontade política do órgão em relação à Argentina.

Agencia Estado,

25 de novembro de 2002 | 09h28

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