Lavagna descarta dolarização e câmbio fixo

O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna descartou a dolarização, afirmando que está trabalhando para recuperar a confiança na moeda nacional. "Qualquer medida mais autoritária teria dado um empurrão final para recorrer a sistemas artificiais, que significariam o abandono da moeda própria". Ele considera que, para as características da situação argentina, o câmbio flutuante é a melhor alternativa para o País.O ministro defendeu a recuperação do sistema financeiro, dizendo que não há nenhuma possibilidade de falar em plano econômico de longo prazo sem que se pense nesse setor. Por isso, ao assumir o cargo, a primeira coisa que fez foi reabrir os bancos, que nunca tinham vivido um feriado tão longo desde os anos 30. Segundo ele, a estratégia para reativar a economia passa pelo crédito porque, sem isso, não há confiança. Por isso, o sistema financeiro é necessário. Ele reafirmou que os depositantes recuperarão seus depósitos ao longo do tempo e que o Plano de troca de bônus por depósitos é somente um dos instrumentos alternativos para recuperação dos recursos. Ele afirmou que o plano estará pronto dentro de alguns dias e será adotado por decreto de necessidade de urgência previamente discutido com o Congresso, ou seja, onde o Executivo assume todos os custos políticos.Diferenças entre planosEle diferencia seu plano do antecessor Remiz Lenicov pelo fato de que, nesse, os bancos terão de colocar suas carteiras em jogo como garantia. "Isso faz uma diferença subtancial, porque antes tratavam-se apenas de títulos públicos, sem garantia dos bancos", explicou Lavagna. O ministro desmentiu categoricamente que haverá qualquer tipo de controle de preços, dizendo que haverá livre funcionamento dos mercados. E que a inflação se controla com políticas fiscal e monetária consistentes, sem a impressão artificial de moedas.Ele deu sinais de que não planeja emitir moeda, ao dizer: "Se emitíssimos moedas para, por exemplo, devolver os depósitos, terminaríamos de destruir a Argentina, porque geraria uma inflação muito alta".Leia o especial

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