Lavagna diz que saída do "corralito" trará inflação

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, afirmou que uma saída imediata do "corralito" financeiro, como propõe o presidente do Banco Central, Aldo Pignanelli, produziria uma "disparada da inflação". Lavgna disse ainda que, se isso ocorrer, "os principais prejudicados seriam os setores com menores salários e recursos, os aposentados". As declarações do ministro foram feitas durante entrevista a algumas emissoras de rádio, no momento em que uma comissão de notáveis discute o assunto. Lavagna marcou sua posição, novamente dizendo que não romperá o compromisso de evitar uma saída de ?estilo hiperinflacionário?. Lavagna endureceu seu discurso num ácido recado ao Banco Central argentino e ao FMI: "Quem pede para acabar com o ?corralito? e diz que morra o banco que deva morrer, são precisamente os que não morrerão, se isso ocorrer. Essas pessoas se parecem aos generais que estão em um Estado Maior e decidem atacam em condições desfavoráveis e, logo, os que morrem não são eles, mas sim os que estão na frente. Isto é um ato de selvageria?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.