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Lavagna fecha acordo para redução do déficit fiscal

O ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, desembarca amanhã em Washington, depois de ter confirmado a adesão de Buenos Aires e Santa Fé ao acordo de redução do déficit fiscal. Eram as duas últimas e maiores províncias argentinas que faltavam fechar com o governo de Eduardo Duhalde. O compromisso de redução do déficit das províncias é um dos três requisitos que o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Tesouro dos Estados Unidos e o Grupo dos Sete - que reúne os países mais industrializados do mundo - exigiram do governo argentino como uma das ações prévias para o fechamento do acordo, juntamente com a sanção da lei de quebras já aprovada pelo Congresso e a modificação da lei de subvenção econômica, em trâmite legislativo.Lavagna vai tentar evitar em Washington que o FMI exija que o acordo feito com cada província seja transformado em lei. Segundo fontes diplomáticas argentinas, há dentro do Fundo quem duvide dos compromissos assumidos pelos governadores das províncias. Na memória dos funcionários do FMI estão registrados pactos fiscais do passado, que com a mesma velocidade com que se firmavam, também caíam no vazio.Amanhã, o ministro argentino terá uma reunião com o diretor do Fundo, Horst Koler, e com a segunda na hierarquia do organismo internacional, Anne Krueger. Na quarta-feira, Lavagna retorna à Argentina. "Eu preferia terminar internamente algumas questões, mas recebi uma indicação do Fundo de que seria uma boa oportunidade de nos conhecermos", afirmou o ministro. Será "uma viagem privada."InfluênciaSobre a influência que as nações européias podem ter na negociação com o FMI, Lavagna afirmou que "se todos os esses países votassem de forma unânime, representariam mais do que os Estados Unidos, mas isto não acontece". De acordo com o ministro, alguns países como a Itália e a França têm demonstrado boa vontade com a Argentina. A Espanha estaria situada ainda na "categoria média", mas o ministro espera que as posições dos países se modifiquem à medida que a Argentina consolide as ações reivindicadas pelo Fundo.Lavagna estima que até fim de junho o país estará pronto para alcançar o acordo com o FMI, quando poderá reprogramar os pagamentos que deverão ser feitos este ano e conseguir créditos de US$ 9 bilhões, aportando recursos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).Lavagna passou esta segunda-feira em Bruxelas, onde esteve com o embaixador da Missão junto às comunidades européias. Hoje, ele encerrou suas atividades oficialmente junto à União Européia. O próximo embaixador será o ex-ministro argentino da Economia, Jorge Remes Lenicov, depois da aprovação do Senado, que ainda deve demorar uns dois meses.CúpulaO ministro informou que manteve várias reuniões com altos representantes dos países europeus durante a Cúpula América Latina, Caribe e Europa, ocorrida na última sexta-feira e sábado, em Madri. Lavagna esteve com o presidente da Comissão Européia e braço executivo da UE, Romano Prodi, e com os comissários europeus de comércio e relações exteriores, Pascal Lamy e Chris Patten, respectivamente.Lavagna reforçou o pedido para que a UE aprove o mais rápido possível o programa de emergência de 12 meses, proposto pela Argentina em março deste ano, segundo o qual o país teria direito a uma série de condições especiais, concedidas atualmente a outros países. Um exemplo é o mel argentino, que entra na UE hoje a uma tarifa de 17,3%, enquanto o mesmo produto proveniente dos países beneficiados pelo regime de preferência entra com tarifa zero. De acordo com o ministro, a UE prefere resolver primeiro o pedido argentino de uma cota extra de 10 mil toneladas do hilton beef (carne de corte especial). A decisão da UE deve sair esta semana.

Agencia Estado,

20 de maio de 2002 | 17h59

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