Lavagna já negocia com o FMI em Washington

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, tenta, a partir de hoje, convencer o Fundo Monetário Internacional (FMI) a aceitar suas "limitações" para cumprir todas as exigências feitas e fechar logo o acordo. Em Washington, para onde viajou ontem, o ministro chegará com medidas novas no bolso com o objetivo de agradar o organismo e comprovar que sua tese de que a estabilidade financeira e o início de recuperação da economia são reais. O ministro apresentará as seguintes medidas anunciadas ontem: recurso para acabar com os amparos judiciais contra o "corralito"; incentivo ao consumo com as mudanças nos impostos como o IVA; aumento do limite de saques de contas correntes e poupanças do "corralito" e postergação do vencimento do prazo para a troca de títulos pelos depósitos.Roberto Lavagna não anunciou nada em relação às últimas exigências do FMI que incluem um aumento de tarifas superior ao que o governo acredita aceitável política e economicamente, aumentos de impostos e mais arrocho fiscal e, ainda, a liberação total do câmbio, sem intervenções do Banco Central. Como se não bastasse a ausência de respostas para estes pedidos, o ministro ainda terá de explicar a inexplicável briga interna do peronismo que coloca em risco a realização das eleições presidenciais em março.O governo de Eduardo Duhalde necessita deste acordo com o FMI até o dia 14 de novembro, quando vencerá a postergação da dívida vencida de 15 de outubro passado, no valor de US$ 805 milhões de dólares. Amanhã haverá outro vencimento de US$ 51 milhões de dólares, e no dia 15 de novembro, outro de US$ 56 milhões de dólares. Ambos poderão ser prorrogados por mais 30 dias.

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