Lavagna prepara operação para compensar bancos

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, revelou que prepara uma mega operação financeira destinada a compensar os bancos. Lavagna afirmou que os empréstimos avalizados que o governo deve dar aos bancos, como parte da troca da dívida realizada pelo ex-ministro Domingo Cavallo, em novembro do ano passado, servirão para cancelar uma parte da dívida das entidades com o Banco Central. Segundo Lavagna, ?está praticamente decidida uma compensação do empréstimo através dos redescontos. E isto vale tanto para os (bancos) públicos como os privados. Significa um novo reforço da liquidez e da solvência dos bancos?, disse o ministro ao jornal El Cronista. Perguntado sobre o valor desta compensação, o ministro explicou somente que o ?limite não está estabelecido? e que será ?aplicado um corte aos redescontos (empréstimos) outorgados a cada uma das entidades, numa data retroativa. Senão correríamos o risco de alentar a alguém a pedir redesconto (empréstimo)?, justificou. O ministro de Economia também reiterou que a atividade econômica começou a reverter a tendência negativa e que ?pela primeira vez, em cinco anos, em dezembro haverá um PIB positivo?. Roberto Lavagna disse ainda que ?não varrerá o lixo para debaixo do tapete?, referindo-se às negociações sobre a dívida argentina e ao novo governo que assumirá o poder no ano que vem. Ele afirmou que a estratégia de negociação da dívida externa implica, necessariamente, a conclusão do acordo com o Fundo Monetário Internacional. Ele não soube dizer se teria tempo para encarar as negociações com os credores. ?Temos que ver. O processo de negociação é complexo e a redução do mandato deste governo talvez torne difícil completá-lo. Mas nós vamos continuar fazendo tudo o que podemos e o que diz o relatório dos experts (a comissão de notáveis). Trataremos de deixar a maior margem possível, evitando jogar o lixo debaixo do tapete?. O ministro revelou também que conversou ontem , por telefone, com Anne Krueger , a vice-diretora gerente do FMI , e ficou acertado dar início ao trabalho de elaboração do rascunho da carta de intenção para assinar com o FMI. Lavagna evitou dar datas para a assinatura do acordo, ao contrário de seu rival, o presidente do Banco Central, Aldo Pignanelli, que apostou num prazo de três semanas para a conclusão do acordo. ?Em três semanas já estamos em condições de avançar num acordo com o FMI se soluciona o problema dos amparos (judiciais contra o corralito)?, opinou Pignanelli, ontem à noite.

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