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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Lavagna reúne-se hoje com representante do FMI

O ministro Roberto Lavagna se reunirá hoje com John Thornton, o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, no primeiro encontro do governo com o organismo nesta fase da negociação, onde se pretende delinear as metas para chegar à carta de intenções a ser assinada dentro de três semanas, conforme expectativas de Lavagna. Segundo informações do próprio ministro, durante entrevista aos correspondentes brasileiros, a pauta de conversações girará em torno de dois pontos principais: o programa monetário e as metas fiscais. Porém, outros dois itens farão parte da discussão, conforme fontes do Ministério de Economia: a renegociação da dívida externa e a reestruturação do sistema financeiro. O resgate dos bônus provinciais que funcionam como moedas no país, bem como o déficit fiscal das províncias, estarão incluídos no programa monetário e nas metas fiscais, respectivamente. Fala-se ainda que o FMI quer discutir com o governo, a atualização das tarifas dos serviços.Os primeiros estudos da nova missão do FMI, em Buenos Aires, serão sobre o estado das contas públicas, incluindo os números do Banco Central e do sistema financeiro. Paralelo à este check-up, as contas provinciais também estarão sendo analisadas e o FMI deverá exigir que o acordo definitivo entre a União e as províncias seja assinado imediatamente , já que dos 17 acordos assinados, somente um, da província de Buenos Aires, tem caráter definitivo. Os demais condicionam o selo ao recebimento dos atrasados que a União deve às províncias e são somente uma carta de intenções.O governo espera conseguir um acordo com o FMI que lhe permita refinanciar sua dívida com os organismos internacionais, as quais vencem em 2002 e 2003. Afastando o fantasma do default com estes organismos (FMI,BID, BIRD), o ministro Lavagna tem esperanças de reabrir o crédito para pré-financiar as exportações. Com isso, ele acredita que a reativação da economia já poderá deslanchar.Leia o especial

Agencia Estado,

13 de junho de 2002 | 08h50

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