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Lavagna segue para a reunião do FMI em Dubai

O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna, desembarcará na cidade de Dubai-Emirados Árabes, nesta sexta-feira, onde está sendo aguardado com ansiedade pelos detentores de bônus em moratória. Lavagna participará da assembléia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial. Neste sábado, o ministro se reunirá com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, e na segunda-feira próxima, apresentará o plano de reestruturação da dívida. A proposta do governo constará de três famílias de bônus, sendo um grupo de títulos que amortizarão 100% do capital mas com prazos mais longos e taxas reduzidas; um segundo grupo de bônus que sofrerão redução de capital mas pagarão taxas de juros mais elevadas; por último, títulos atados ao crescimento da economia argentina. A proposta de apresentar bônus que pagam de acordo com a variação do Produto Interno Bruto sofreu uma forte rejeição dos credores norte-americanos. Porém, de acordo com informações do governo, essa alternativa de bônus é uma exigência do presidente Néstor Kirchner, que considera que a Argentina só pode comprometer-se a pagar suas dívidas segundo a evolução de sua economia. Os analistas econômicos da Argentina calculam que a proposta do governo implica numa redução da dívida de entre 65% a 80%. A dívida em default é de quase US$ 100 bilhões, envolve mais de 150 tipos de bônus, emitidos em 14 moedas diferentes e oito jurisdições, com detentores que incluem desde bancos de investimento a pequenos poupadores europeus e japoneses. Entre os credores argentinos, destacam-se os filiados às Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão (AFJP).

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