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Lavagna tentará acordo prévio com FMI

O ministro de Economia da Argentina, Roberto Lavagna, decidiu tentar chegar a um acordo prévio e emergencial com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ante a emperrada negociação para um acordo mais abrangente e longo. A intenção de Lavagna é conseguir um "acordo curto" antes do dia 14 de julho, quando vencerão importantes dívidas (US$1,7 bilhão) da Argentina com os organismos internacionais, dentre eles o próprio FMI. O acordo emergencial implicaria na liberação de um montante similar ao total das dívidas do país com estes organismos até o mês de setembro no valor de US$ 5 bilhões.Trata-se de uma manobra para evitar que o default com o FMI e os bancos Mundial e Interamericano de Desenvolvimento (BIRD e BID). A preocupação de Lavagna e do presidente Eduardo Duhalde com estes pagamentos tem duas razões incontestáveis, segundo analistas econômicos. A primeira se deve ao fato de que um default com as únicas fontes de financiamento que restaram para a Argentina representa a exclusão total deste país da comunidade internacional, o isolamento e o símbolo de uma queda sem precedentes. A segunda tem a ver com a estabilidade política e democrática.Lavagna irá pessoalmente a Washington, na próxima terça-feira, para tentar destravar as negociações. O governo espera que o FMI postergue os vencimentos e ajude a pagar o BID e o BIRD. Com isso, o Banco Mundial abriria uma linha de crédito para pré-financiamento de exportações, enquanto que o BID daria empréstimos a algumas províncias e financiaria alguns projetos da iniciativa privada para reaquecer a economia.O Fundo informou que a Argentina precisa "com urgência" de um programa para conter os danos à sua economia, mas insistiu que as negociações sobre um novo acordo de empréstimo devem ser conduzidas corretamente. O diretor de Relações Externas do FMI, Thomas Dawson, confirmou que a equipe do órgão que está trabalhando em Buenos Aires retornará a Washington na sexta-feira, quando apresentará seu relatório para a direção da instituição.Dawson afirmou, no entanto, que a viagem de Lavagna ainda não está totalmente confirmada. "A Argentina continua enfrentando uma situação muito difícil com a produção em queda forte e inflação em alta", declarou Dawson, durante coletiva regular em Washington. "O melhor caminho para sair da crise continua sendo a adoção de medidas macroeconômicas consistentes aliada ao restabelecimento da confiança, estabilização da economia e combate à inflação elevada", disse. Leia o especial

Agencia Estado,

19 de junho de 2002 | 09h49

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