Lavagna tentará um acordo de curto prazo com FMI

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, concederá hoje uma entrevista à imprensa estrangeira na Argentina. Ele deverá confirmar que em sua viagem a Washington, a partir desta quinta-feira, tentará um acordo de curto prazo com o FMI, como último recurso para a Argentina, já que ontem a cúpula do organismo afastou, publicamente, qualquer possibilidade de um acordo amplo com o país. O acordo que o governo argentino tentará, inclui a monitoração mensal de metas econômicas e a reprogramação progressiva dos vencimentos das dívidas com os organismos multilaterais de crédito, de acordo com o cumprimento das metas. Segundo fontes do ministério de Economia, Roberto Lavagna levará esta proposta para ser analisada pela Assembléia Anual do FMI e do Banco Mundial que terá início na próxima sexta-feira.Poucas chances de acordoDepois da entrevista concedida ontem pela cúpula do FMI, Horst Köhler, Anne Krueger e Anoop Singh, aos jornalistas brasileiros e argentinos, as possibilidades de que o organismo chegue a um acordo com a Argentina são cada vez menores. Porém, o ministro Lavagna manterá sua estratégia de mostrar que os principais aspectos macro-econômicos estão estabilizados e que, por isso, um programa de metas para tirar a Argentina do sufoco de ter que usar suas reservas para pagar dívidas, seria conveniente para ambos lados. Lavagna mostrará que a saída de depósitos de prazo fixo, através dos amparos judiciais, caiu de 1,2 bilhões de pesos (em julho) para 350 milhões de pesos por mês; o câmbio está estável; a indústria deixou de cair em alguns setores e a arrecadação aumentou.ReservasO ministro explicará que o governo não poderá continuar pagando as dívidas com os organismos multilaterais com dinheiro das reservas internacionais, como decidiu fazê-lo com os vencimentos deste mês de setembro, num total de US$ 328,80 milhões de dólares. A mesma mensagem já foi dada ao diretor gerente do FMI, Horst Köhler, pelo próprio presidente Eduardo Duhalde, na semana passada.

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