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Lavagna terá semana difícil em Washington

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, iniciará hoje a semana mais importante de sua gestão. Ele viajará a Washington amanhã para reunir-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a partir desta quarta-feira. Será a primeira viagem de Lavagna à capital dos EUA desde que assumiu o ministério em abril passado. Ao jornal Clarín, o ministro admitiu que "esta é uma semana complexa". "Vamos a Washington nos reunir com gente importante, de poder, em busca de uma solução para a realidade argentina", explicou.Em nenhum momento, Lavagna afirmou que fechará um acordo com o FMI, pelo contrário, tratou de minimizar os resultados que poderá obter desta viagem e adiantou que "se tudo correr bem?, outra missão do Fundo virá a Buenos Aires para terminar as negociações. Porém, fontes próximas ao ministro revelam que os seis meses de dureza do FMI em negociar com a Argentina poderão estar com os dias contados. Acordo próximoA esperança de que o acordo está próximo baseia-se no possível aprofundamento da crise financeira regional, uma carta que Lavagna colocará em cima da mesa para convencer o organismo de que a Argentina precisa receber ajuda rapidamente para evitar que a crise se agrave. O ministro levará em sua bagagem de argumentos o risco das graves consequências para a região do contágio da crise argentina no Brasil, no Uruguai e os reflexos da mesma no Chile. Apesar de afirmar, categoricamente, que "Argentina não contagiou ninguém", Lavagna sabe que o tipo de contágio que os mercados estão sentindo é o do "mau exemplo" dado pela Argentina, tanto em relação ao temor que os investidores passaram a ter de um default dos demais países da região, principalmente do Brasil, quanto da relação dura que o FMI estabeleceu com a Argentina a partir de seu default. Rolagem da dívidaAlguns analistas consultados pela Agência Estado acreditam que o acordo sairá mas todos descartam que haja um desembolso neste momento. "No máximo, o que poderá ocorrer é o dinheiro para fazer o roll-over (rolagem da dívida) porque ao FMI e aos demais organismos multilaterais convém que a Argentina não entre em default com eles também", explicou Aldo Abram, da consultoria Exante.Leia o especial

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