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Lavagna vai se encontrar com diretores do FMI

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, se reunirá hoje com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, e sua segunda, Anne Krueger. Apesar dos inúmeros indícios postivos com o organismo, a equipe econômica está cautelosa e já não dá por feito o acordo que até a semana passada parecia certo. Enquanto aguarda o resultado da reunião de Lavagna, o governo se prepara para pagar a parcela da dívida com o Banco Mundial que vencerá amanhã (quinta-feira).Uma fonte da Casa Rosada afirmou à Agência Estado que o presidente Eduardo Duhalde ainda não decidiu se lançará mão das reservas para pagar os US$ 805 milhões de dólares. A decisão do presidente será tomada com base no resultado das reuniões que Lavagna terá em Washington. Porém, outra fonte do Ministério de Economia, garantiu que o pagamento será feito com as reservas "porque não há outro lugar de onde tirar o dinheiro", disse. O que se discute no governo é se o pagamento será total, ou se poderá fazer um acerto entre o FMI e o Banco Mundial para pagar somente uma "parcela simbólica" desta dívida, o que seria cerca de 25% do total para evitar o default. A fonte do ministério disse que para pagar a totalidade da dívida, o governo precisa ter a certeza de que o acordo com o FMI será realmente assinado dentro de poucos dias, caso contrário, a opção será pela "parcela simbólica" para "demonstrar a boa vontade do governo de continuar as negociações". A tendência do presidente Eduardo Duhalde, no entanto, é um pouco mais pelo não pagamento porque acredita que o Banco Mundial não declarará o default da Argentina imediatamente e neste meio- tempo crê que o acordo com o FMI sairá. O presidente considera, segundo a fonte da Casa Rosada, que seu governo já "pagou caro demais" neste ano porque já foram mais de U$S 4 bilhões de dólares das reservas somente para honrar os compromissos com os organismos financeiros. "Para um país em moratória, temos feito muito e eles (os organismos) precisam reconhecer nosso esforço e boa vontade", repetiu a fonte as palavras do presidente. Embora o governo demonstre um aparente jogo duro com as ameaças de não pagar os organismos, os analistas acreditam que o governo cederá porque o próprio Eduardo Duhalde tem como meta "resolver o acordo internacional com o FMI", como ele mesmo diz. Ao final de seu governo, Duhalde quer enumerar em sua lista de "conquistas", o tal emperrado acordo com o FMI e abrir novamente o caminho da Argentina na comunidade internacional.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 11h43

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