Lehman: Brasil vai entrar em índice grau de investimento

A segunda classificação grau de investimento concedida ao Brasil por uma grande agência de classificação de risco de crédito fará com que o País entre em índices-chave de bônus a partir de 2 de junho, o que pode se traduzir em demanda de US$ 12,5 bilhões a US$ 13 bilhões pelos títulos do Brasil, afirmou hoje o banco Lehman Brothers.A decisão da Fitch Ratings de elevar a nota (rating) soberana do Brasil para "BBB-", primeira na escala grau de investimento, acompanha atitude semelhante tomada pela Standard & Poor''s em 30 de abril. Deter duas classificações grau de investimento é um ponto crucial para que os bônus sejam incluídos em certos índices, como os administrados pelo Lehman. Muitos gestores de fundos grau de investimento agora podem incluir o Brasil em seus portfólios.De acordo com o banco de investimento, o Brasil responderá por 0,17% do índice Lehman''s Global Aggregate e por 0,39% do índice Aggregate nos EUA. O grupo de índice do Lehman estimou que a inclusão no índice Aggregate dos EUA, utilizado por fundos de investimentos com cerca de US$ 2,6 trilhões em ativos, representará demanda de cerca de US$ 10,2 bilhões por créditos brasileiros. O índice Aggregate EUA inclui 20 emissões, com cerca de US$ 41,4 bilhões em valor de mercado.A entrada do Brasil no índice Global Aggregate deve gerar uma demanda de US$ 2,5 bilhões por bônus do País, afirmou o Lehman. O índice tem 24 emissões, com valor de mercado de cerca de US$ 47,5 bilhões. Levando-se em conta os níveis atuais, o Brasil será o décimo maior emissor no índice Crédito dos EUA, respondendo por 16,4% do índice como um todo.Já a participação de bônus grau de investimento de mercados emergentes denominados em dólar subirá de 39,3% para 51,5%, considerando-se os valores de mercado de ontem. A dívida soberana do Brasil representa 12,2% deste índice. As informações são da Dow Jones.

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