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Lei dos EUA pode afetar a Petrobrás

Regra proíbe fundos de investir em empresas que têm negócios com Irã

Patrícia Campos Mello, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

Vinte Estados americanos vão propor leis que proíbem seus fundos de pensão de investirem em empresas que fazem negócios com o Irã, medida que irá atingir em cheio a Petrobrás. Hoje em dia, Flórida, Califórnia e Missouri têm leis que prevêem a venda, por parte dos fundos, de ações de empresas que "patrocinam Estados terroristas" como Irã e Sudão. O Estado da Louisiana também está em vias de aprovar a medida. A partir de janeiro, outros 20 Estados, entre eles Pensilvânia, Massachusetts, Ohio e Geórgia, vão apresentar projetos de lei semelhantes em suas legislaturas, conforme informou Christopher Holton, diretor da Divest Terror, entidade que pressiona fundos a se desfazerem de investimentos em "empresas que toleram Estados terroristas". "Com o tempo, empresas como a Petrobrás terão acesso negado a todo mercado de capitais americano", disse ao Estado Holton. "Eles precisam escolher: ou fazem negócios com os EUA ou com o Irã." Na mesma situação que a Petrobrás estão companhias como a PetroChina, a ONGC (da Índia), ENI, o banco BNP Paribas, Siemens, Alcatel e a Hyundai. A Petrobrás tem um contrato de exploração de US$ 32 milhões com o governo iraniano e discute a exploração de outros campos no país. A empresa está sob o risco de perder US$ 110 milhões de investimento dos fundos de pensão de funcionários públicos da Flórida e US$ 170 milhões do fundo de pensão de professores da Califórnia. Os fundos da Flórida têm até setembro de 2008 para se desfazer das ações da Petrobrás. Nesta semana, o governador da Flórida, Charlie Crist, cancelou uma reunião que tinha na Petrobrás, afirmando: "Vamos continuar seguindo o caminho moral e prudente de não fazer negócios com empresas que patrocinam o terror, fazendo disso um exemplo para outros Estados e países." Crist esteve no Brasil em uma missão comercial.

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