Leia a íntegra do comunicado de outubro do banco central dos Estados Unidos

Fed encerrou seu programa de estímulos à economia

O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 17h00

Veja a íntegra do comunicado divulgado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, ao fim da reunião de outubro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc). Fed decidiu pelo fim do programa de estímulos à economia.

"Informações recebidas desde que o Comitê Federal do Mercado Aberto se reuniu em setembro sugerem que a atividade econômica está se expandindo a um ritmo moderado. As condições do mercado de mão de obra melhoraram bastante mais, com ganhos sólidos de emprego e uma taxa de desemprego mais baixa. Na média, uma variedade de indicadores do mercado de trabalho sugere que a subutilização dos recursos da mão de obra está diminuindo gradualmente. Os gastos dos consumidores estão crescendo moderadamente e o investimento das empresas em ativos fixos está avançando, em quanto a recuperação no mercado de moradias continua lenta. A inflação continuou abaixo da meta de longo prazo do Comitê. Medições de inflação dos salários baseadas no mercado declinaram bastante; medições baseadas das expectativas de inflação para o prazo mais longo, baseadas em pesquisas, permaneceram estáveis.

"Consistente com seu mandato estatutário, o Comitê busca fomentar o máximo emprego e a estabilidade dos preços. O Comitê tem a expectativa de que, com acomodação apropriada da política, a atividade econômica vai se expandir a um ritmo moderado, com os indicadores do mercado de mão de obra e da inflação movendo-se na direção de níveis que o Comitê considera consistentes com seu mandato duplo. O Comitê vê os riscos para a perspectiva da atividade econômica e do mercado de mão de obra como quase equilibrados. Embora a inflação no curto prazo provavelmente seja mantida baixa por causa dos preços baixos da energia e de outros fatores, o Comitê julga que a probabilidade de a inflação ficar persistentemente abaixo de 2% diminuiu bastante desde o começo do ano.

"O Comitê julga que houve uma melhora substancial na perspectiva do mercado de mão de obra desde a criação de seu programa atual de compras de ativos. Além disso, o Comitê continua a ver suficiente vigor subjacente na economia como um todo para apoiar o atual progresso na direção do máximo emprego, num contexto de estabilidade dos preços. Portanto, o Comitê decidiu encerrar seu programa de compras de ativos neste mês. O Comitê está mantendo sua política existente de reinvestir os pagamentos do principal de suas posições em dívida de agências e de títulos de agências lastreados em hipotecas em títulos de agências lastreados em hipotecas, e de rolar os títulos do Tesouro que estiverem vencendo em leilão. Essa política, ao manter as posições do Comitê em títulos de prazos mais longos em tamanho considerável, deve ajudar a manter condições financeiras acomodatícias.

"Para apoiar o progresso contínuo na direção do máximo emprego e da estabilidade dos preços, o Comitê reafirmou hoje sua opinião de que a faixa atual para a meta da taxa dos Federal Funds, de zero a 0,25%, continua apropriada. Ao determinar por quanto tempo manter essa faixa, o Comitê vai avaliar o progresso, tanto realizado como esperado, na direção de suas metas de máximo emprego e de inflação em 2%. Essa avaliação vai levar em conta uma variedade ampla de informações, inclusive medições das condições do mercado de mão de obra, indicadores de pressões inflacionárias e de expectativas quanto à inflação e leituras sobre os acontecimentos financeiros. O Comitê antecipa, com base em sua avaliação atual, que provavelmente será apropriado manter a faixa de zero a 0,25% para a meta da taxa dos Federal Funds por um tempo considerável depois do fim de seu programa de compras de ativos, neste mês, especialmente se a inflação projetada continuar abaixo da meta de longo prazo do Comitê, de 2%, e desde que as expectativas quanto à inflação no prazo mais longo continuarem bem ancoradas. Contudo, se as informações que chegarem apontarem um progresso mais rápido na direção das metas do Comitê para o emprego e a inflação do que o Comitê espera agora, então elevações na faixa da meta para a taxa dos Federal Funds então elevações na faixa da meta para a taxa dos Federal Funds provavelmente acontecerão mais cedo do que se prevê atualmente. Ao contrário, se o progresso se mostrar mais lento do que o esperado, então as elevações na faixa da meta provavelmente acontecerão mais tarde do que se antecipa atualmente.

"Quando o Comitê decidir começar a remover a acomodação da política, ele adotará uma abordagem equilibrada, consistente com seus objetivos de longo prazo de máximo emprego e inflação em 2%. O Comitê atualmente antecipa que, mesmo depois de o emprego e a inflação estarem próximos de níveis consistentes com o mandato, as condições econômicas poderão, por algum tempo, justificar a manutenção da meta para a taxa dos Federal Funds abaixo de níveis que o Comitê vê como normais para o longo prazo.

"Votaram a favor da decisão de política monetária do Fomc: Janet L. Yellen, chair; William C. Dudley, vice-chairman. Lael Brainard. Stanley Fischer; Richard W. Fisher; Loretta J. Mester; Carles I. Plosser; Jerome H. Powell; e Daniel K. Tarullo. Votou contra a medida: Narayana Kocherlakota, que acreditava que, à luz da lentidão contínua na perspectiva da inflação e do recente declínio nas medições de expectativas quanto à inflação no prazo mais longo, baseadas no mercado, o Comitê deveria comprometer-se com manter a atual faixa para a meta da taxa dos Federal Funds pelo menos até que a perspectiva quanto a inflação em um a dois anos tenha voltado a 2%, e que deveria continuar o programa de compras de ativos em seu nível atual."

A íntegra do comunicado em inglês está disponível aqui.

Tudo o que sabemos sobre:
fedestímulos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.