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Adriano Pires defendeu fundo de estabilização para preços dos combustíveis em artigos no Estadão

Atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pires foi indicado pelo governo para substituir Silva e Luna no comando da Petrobras

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2022 | 21h13
Atualizado 29 de março de 2022 | 11h24

O economista Adriano Pires, indicado pelo governo federal para a presidência da Petrobras, já deixou claro, em artigos publicados no Estadão, onde é colunista, ser favorável à adoção de um fundo de estabilização para reduzir os preços dos combustíveis e ajudar, principalmente, a população de baixa renda. 

“O aumento do preço do petróleo e de todas as demais fontes de energia já vem trazendo elevação da inflação e, consequentemente, alta nas taxas de juros. O mais grave é que as grandes vítimas disso são as camadas de baixa renda da sociedade”, escreveu, em 19 de fevereiro.

Segundo Pires, o fundo de estabilização poderia ser criado usando, “por dois anos, os recursos do próprio setor de petróleo, como os dividendos da Petrobras e os royalties”. Esse dinheiro seria utilizado para reduzir os preços em momentos emergenciais. A criação de um fundo de estabilização foi aprovada no Senado, mas está parada na Câmara. 

Nesse aspecto, Pires vai contra o Ministério da Economia. Para a equipe econômica, a conta de estabilização é “inefetiva e cara”. Antes da aprovação do projeto no Senado, fontes ouvida pelo Estadão/Broadcast diziam que o fundo é de difícil implementação e, ainda que fosse possível um aporte pela União, o valor teria pouca eficácia para reduzir o preço de combustíveis, que é ditado pelo mercado.

Em artigo publicado em 5 de fevereiro, Pires escreveu também que o fundo de estabilização seria uma solução de longo prazo. “No curto prazo precisamos ter um ICMS reais/litros calculado com prazos mais longos do que os atuais 15 dias; no médio prazo, esperar a valorização do real ante o dólar; e no longo prazo, ter um fundo de estabilização ou um novo imposto como política estrutural de redução da volatilidade”.

Ele ressaltou a importância do câmbio para a formação dos preços. “Para ter uma ideia da importância do câmbio, caso a taxa de câmbio hoje fosse R$ 4,50, os preços da gasolina e do diesel seriam reduzidos em algo como 14%. Primeira conclusão: a taxa de câmbio tem sido uma grande vilã, igual ou pior do que o preço do petróleo.” 

Levando-se isso em consideração, ele pode assumir a Petrobras em um momento mais favorável. No início de fevereiro, a moeda americana estava cotada por volta dos R$ 5,30. Nesta terça-feira, 29, a cotação é de R$ 4,74, bem mais próximo dos R$ 4,50.

Veja a seguir alguns textos de Adriano Pires publicados no Estadão.

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