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Leilão abre espaço a petroleiras menores

Um leilão voltado para blocos em terra, onde a exploração é mais barata, abriu espaço para petroleiras de menor porte na indústria brasileira. Petra, Cowan, Nova Petróleo e Ouro Preto estão entre as 12 empresas que levaram blocos na 12ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada nesta quinta-feira, 28.

Agencia Estado

28 de novembro de 2013 | 23h33

O geólogo Pedro Zalán destacou o fato de a Petrobras ter feito lances em parceria com algumas dessas empresas. "Vejo como um incentivo para que cresçam", disse. O leilão marcou, por exemplo, o início de uma parceria da Ouro Preto com a Petrobrás, uma associação que a OGX não conseguiu concretizar. A empresa é comandada por Rodolfo Landim, ex-braço direito e hoje desafeto do empresário Eike Batista, fundador da OGX. "Pergunte lá para a Petrobras por que eles quiseram se associar com a gente", disse, sobre a nova parceria. "O que posso dizer é que estou feliz."

A empresa arrematou 7 blocos, todos em parceria, na Bacia do Recôncavo, a mais disputada da rodada por ter boa infraestrutura e geologia conhecida.

Oito das 12 empresas que arremataram blocos são brasileiras, e quatro estrangeiras. Entre elas está a colombiana Trayectoria, que levou dez blocos na bacia Sergipe/Alagoas.

Ainda desconhecida no Brasil, a Trayectoria é especializada em exploração de petróleo e gás em terra e tem atuações na Colômbia, Peru, Equador e Guatemala. No Brasil, o grupo já atua com um único bloco na mesma por meio da empresa Integral. "É um país que nos dá tranquilidade para investir", disse a diretora Dora Espinosa, referindo-se ao Brasil.

As empresas do setor elétrico também marcaram presença no leilão. A GDF Suez, controladora da Tractebel, arrematou seis blocos na Bacia do Recôncavo e a estatal paranaense Copel ganhou quatro blocos na Bacia do Paraná.

A atuação das empresas do setor elétrico no leilão foi destacada pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. A expectativa do governo é de que as empresas vencedoras usem o gás em terra para gerar energia elétrica em usinas termoelétricas, aproveitando-se do robusto sistema de transmissão. (Sabrina Valle, Wellington Bahnemann, Mônica Ciarelli e André Magnabosco)

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