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Leilão da Aneel pode não atender toda a demanda, diz MME

O governo já trabalha com a hipótese de que o leilão de energia marcado para esta quarta-feira, 30, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cubra apenas parcialmente a necessidade de 3,2 mil Megawatts médios que as distribuidoras têm descontratados. "Nós temos esperança de que (a contratação total) ocorra, mas o valor é elevado. É possível que a oferta não atinja plenamente toda a disponibilidade que está descontratada", disse o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, nesta terça-feira, 29, durante participação no seminário Inserção de "Novas Fontes Renováveis no Planejamento Energético Nacional", promovido pela Coppe/UFRJ.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 12h33

Segundo o secretário, o MME espera que o leilão responda de forma satisfatória de modo que a parcela das distribuidoras descontratada seja "parcialmente atendida". Ventura Filho destacou que há várias usinas que hoje operam no mercado de curto prazo habilitadas, com lastro e garantia física estabelecida, mas não revelou o total de projetos inscritos na concorrência. Para o executivo do MME, o certame cria uma condição favorável para a redução dos preços de energia para consumidores e geradores, que poderão disponibilizar o insumo a preços menores nos próximos cinco anos. A oferta vinda do leilão, acredita, significará menor demanda por recursos para socorrer as distribuidoras em dificuldades hoje pela falta de contratos de suprimento assegurados.

Crédito

Indagado sobre se o empréstimo de R$ 11,2 bilhões da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) às distribuidoras será suficiente se houver atendimento apenas parcial da demanda nesse leilão, Ventura Filho afirmou que essa estimativa não é matemática porque o sistema é dinâmico. "Nós não temos uma resposta conclusiva quanto a essa necessidade de recursos para 2014", disse.

Ele mencionou medidas operacionais que vêm sendo tomadas para manter o equilíbrio entre oferta e demanda. Segundo Ventura Filho o Operador Nacional do Sistema (ONS) tem economizado água desligando a geração em alguns períodos na madrugada e reduzindo vazões liberadas por reservatórios como o de Sobradinho.

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